O governo federal lançou nesta quinta-feira (7) o programa “Do Lado do Turismo Brasileiro”, uma nova linha de microcrédito voltada para Microempreendedores Individuais (MEIs) do setor turístico inscritos no CadÚnico. A iniciativa oferece financiamento com juros reduzidos, carência de seis meses e prazo de pagamento de até 24 meses. Inicialmente, o programa será disponibilizado na Região Nordeste, com previsão de expansão para todo o país.
A medida busca ampliar o acesso ao crédito para pequenos empreendedores de baixa renda que atuam no turismo, especialmente trabalhadores que costumam enfrentar dificuldades para conseguir financiamento em bancos tradicionais, e oferece até R$ 21 mil por empreendedor.
O novo fôlego para o pequeno empreendedor
A integração entre o Ministério do Turismo (MTur) e as políticas de assistência social marca um passo estratégico para o setor. O foco central é permitir que o empreendedor de baixa renda, muitas vezes excluído do sistema bancário tradicional, consiga taxas diferenciadas para melhorar seu serviço.
Com o aporte, o MEI pode utilizar os recursos para diversas finalidades, desde a reforma de uma pequena pousada ou quiosque até a aquisição de equipamentos para guiamento de trilhas e transporte de passageiros.
Critérios de elegibilidade e CadÚnico
Para acessar essa linha de crédito específica, o empreendedor deve estar com o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) devidamente regularizado e ativo.
Além disso, a inscrição no CadÚnico deve estar atualizada. Essa exigência garante que o subsídio e as condições facilitadas cheguem, de fato, a quem possui menor faturamento e maior necessidade de apoio estatal para a manutenção do negócio.
Condições do financiamento e taxas
As operações realizadas via Fundo Geral do Turismo (Fungetur) são conhecidas por oferecerem prazos de carência estendidos e juros competitivos, geralmente abaixo do que é praticado no mercado comercial comum.
As instituições financeiras parceiras que incluem bancos públicos e agências de fomento regionais realizam a análise de crédito, mas a garantia do fundo governamental reduz o risco da operação, facilitando a aprovação para o MEI.
Impacto na economia local
Especialistas do setor contábil apontam que essa medida pode gerar um efeito cascata positivo nas economias municipais. O turismo é uma das cadeias que mais emprega de forma direta e indireta.
Ao injetar capital no MEI do CadÚnico, o governo estimula a circulação de moeda em regiões periféricas ou destinos turísticos emergentes, fortalecendo a rede de serviços locais.
Papel do profissional contábil
Para o contador, esta novidade representa uma oportunidade de consultoria estratégica. É fundamental orientar o cliente sobre a importância de manter o Cadastur em dia e a contabilidade organizada.
Muitas vezes, o MEI perde o acesso ao crédito não por falta de faturamento, mas por inconsistências cadastrais ou falta de documentação comprobatória básica, que agora se torna ainda mais rigorosa com o cruzamento de dados do CadÚnico.
Como solicitar o crédito
O processo deve ser iniciado com a verificação da situação cadastral no portal do Cadastur. Com o certificado em mãos, o empreendedor deve procurar uma instituição financeira que opere com recursos do Fungetur.
É recomendável que o MEI apresente um plano de aplicação do recurso, demonstrando como o crédito ajudará na sustentabilidade do negócio a longo prazo, evitando o superendividamento.
Contadores e especialistas alertam que manter a documentação em dia será fundamental para conseguir aprovação no crédito.
Problemas cadastrais, ausência de comprovantes ou pendências fiscais podem dificultar o acesso ao financiamento.
Nota: Estar regularizado no Simples Nacional e manter as obrigações fiscais em dia é obrigatório para operações de crédito com recursos públicos.
Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/noticias/76627/credito-mei-turismo-veja-quem-do-cadunico-pode-receber/