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DOMO.VC completa 10 anos e já fez seu pedido: redefinir o financiamento de startups no Brasil

A gestora de recursos DOMO.VC completa uma década de atuação com a marca de mais de 120 startups investidas, seis fundos estruturados e cerca de R$ 850 milhões em ativos sob gestão. Fundada em 2016 por Marcello Gonçalves, Rodrigo Borges e Felipe Andrade, a casa iniciou sua trajetória focada em aportes em estágio inicial (early stage) e agora anuncia a expansão de seu modelo de negócios para se posicionar como uma plataforma de capital, passando a oferecer também soluções de crédito estruturado para empresas de tecnologia.

A mudança de posicionamento reflete a demanda por novas opções de financiamento à medida que os negócios amadurecem. Segundo comunicado da empresa, o movimento teve início com a criação de uma área dedicada a DCM (Debt Capital Markets) e o lançamento do FIDC DOMO Warehouse, fundo que possui potencial para atingir R$ 100 milhões. A estrutura foi concebida para permitir a antecipação de recebíveis e a conversão de receitas futuras em liquidez, oferecendo uma alternativa não dilutiva para startups que necessitam de capital de giro sem passar por novas rodadas de negociação de equity.

De acordo com Felipe Andrade, sócio-fundador da gestora, a necessidade de ampliar a oferta de ferramentas financeiras tornou-se mais evidente diante do cenário macroeconômico brasileiro. “A demanda por uma nova área de DCM foi ficando cada vez mais evidente para nós, em um país que está há tantos anos convivendo com um custo de capital elevado e onde pequenas empresas ainda têm pouco acesso a capital de giro. O FIDC DOMO Warehouse é o início desse movimento. Estamos ampliando nossa atuação para construir uma plataforma de capital para tecnologia, capaz de oferecer soluções diferentes para empresas em diferentes momentos de sua história”, afirmou o executivo em nota.

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O portfólio da gestora reúne atualmente 307 empreendedores e contempla empresas como MeuTudo, Conta Simples, Fretadão, Infleet, Carbigdata, Delfos, PO27, IZIcash e Turbi, além de aportes recentes em startups como Jabuti, Nuvidio, TRAG Seguros e Condutive. A atuação dos sócios antecede a criação da própria gestora, incluindo participações em rodadas iniciais de companhias que posteriormente atingiram o status de unicórnios, como Loggi, Gympass e Hotmart, além da Oceanpact.

A estratégia de acompanhamento das investidas baseia-se na governança ativa e no suporte operacional, modelo em que a gestora atua como sócia minoritária. Conforme explica Andrade, o objetivo é atuar na mitigação de riscos e na preservação de caixa das operações. “A DOMO conta com uma complementaridade de experiências e habilidades entre sócios-fundadores e o time que atraímos. Depois de dez anos de convivência, os modelos mentais ficam mais claros e o valor que conseguimos adicionar aumenta. Nosso modelo de atuação como sócio minoritário ativo, com governança formal e tendo a confiança dos founders, é a base para a criação de valor”, pontuou.

A evolução do ecossistema de inovação e o avanço da inteligência artificial também têm exigido ajustes nos critérios de avaliação e seleção de negócios. Para o sócio-fundador Rodrigo Borges, a capacidade de execução dos empreendedores e a flexibilidade de adaptação às novas tecnologias são determinantes no cenário atual. “Está acontecendo muita coisa ao mesmo tempo, com novas ferramentas surgindo o tempo todo. O founding team que acompanha essas mudanças e consegue incorporá-las rapidamente tem uma vantagem. Não é apenas saber usar a ferramenta de hoje, mas ter a flexibilidade para trocar quando aparecer a próxima”, destacou Borges, ressaltando que preceitos tradicionais de gestão e liderança continuam fundamentais.

Diante do cenário local, a gestora defende o desenvolvimento de uma dinâmica de investimento adaptada à realidade do mercado financeiro nacional, prevendo os desafios estruturais de liquidez e saídas (exits) no país. Segundo Marcello Gonçalves, sócio-fundador da DOMO.VC, o ecossistema brasileiro exige modelos próprios. “Em outros países, como nos Estados Unidos, existe uma engrenagem de liquidez que permite ao venture capital funcionar de uma determinada maneira. 

No Brasil, nosso desafio é pensar em um modelo que considere as características do nosso mercado, principalmente a dificuldade de saída dos investimentos”, analisou o executivo. Para o próximo ciclo, a organização projeta consolidar a oferta de novas modalidades de crédito e ampliar a base de empresas atendidas em diferentes fases de maturidade.

Pela força da equipe e experiência adquirida em seu portfólio, a gestora deve seguir como uma das principais lideranças de venture capital no Brasil

Fonte Oficial: https://startupi.com.br/domo-vc-10-anos-plataforma-de-capital-startups/

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