O Turismo brasileiro chega à segunda metade do ano sustentando resultados históricos, mas diante de um ambiente que exige cada vez mais atenção de empresários e gestores. No primeiro semestre, o setor faturou R$ 143,1 bilhões, o melhor resultado já registrado para o período, com crescimento de 3,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Os dados estão na mais recente Carta Setorial de Turismo, publicação mensal do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que reúne indicadores, análises econômicas e pautas estratégicas para o desenvolvimento do setor. Acesse aqui!
Apesar do recorde, junho registrou crescimento mais moderado (2,1%), com faturamento de R$ 22,4 bilhões. O resultado indica perda gradual de ritmo em um quadro marcado por juros elevados, endividamento familiar, incertezas fiscais e mais seletividade nas decisões de consumo e investimento.
As viagens corporativas seguem em trajetória positiva. No primeiro semestre, os gastos das empresas chegaram a quase R$ 102 bilhões, alta de 5,8%. Ainda assim, o menor ritmo de expansão observado nos últimos meses mostra que companhias estão revendo prioridades e buscando mais eficiência nos deslocamentos.
A edição também amplia o olhar para temas estruturais. Um deles é a segurança pública, que entrou na agenda prioritária do conselho em decorrência dos riscos que a atuação do crime organizado pode representar a empresas, trabalhadores, visitantes e destinos turísticos. A criação de um canal específico de denúncias, uma força-tarefa integrada e o uso de tecnologia e inteligência de dados para prevenção são algumas das propostas.
Outro destaque é o Emprega Turismo, projeto idealizado pela FecomercioSP para combater a escassez de mão de obra e ampliar a formalização. Estudo da Entidade aponta que, dependendo da adesão, a medida poderia gerar entre R$ 3,23 bilhões e R$ 6,47 bilhões por ano em nova arrecadação previdenciária.
No Turismo internacional, o Brasil também acumula recordes: foram 5,26 milhões de visitantes estrangeiros e US$ 5,7 bilhões em gastos no primeiro semestre. O desafio, porém, está no valor gerado por cada visitante. O gasto médio real caiu cerca de 6% desde 2018, reforçando a necessidade de atrair públicos de maior permanência e maior poder de consumo.
A Carta de agosto traz ainda análise sobre a conjuntura econômica, a aproximação entre a FecomercioSP e a Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo (SMTur), a presença do conselho em eventos estratégicos do setor e artigo de Guilherme Dietze sobre as lições que o caso Casas Bahia oferece às empresas de Turismo em temas como fluxo de caixa, crédito e transformação digital.
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Fonte Oficial: https://www.fecomercio.com.br/noticia/turismo-bate-recordes-mas-entra-no-segundo-semestre-com-desafios-mais-complexos