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O que está na pauta das negociações coletivas de 2026?

Reajustes salariais, novos benefícios, mudanças na jornada e regras para o trabalho aos feriados colocam a negociação coletiva no cerne das decisões do Comércio neste ano. Em meio a reivindicações mais amplas dos sindicatos laborais e às discussões no Congresso sobre redução da jornada e fim da escala 6×1, as empresas precisam avaliar custos e organizar suas operações com mais atenção.

Os principais reflexos desse cenário e as alternativas disponíveis ao empresário estão no novo mesacast FecomercioSP Orienta, com Paula Tateishi, assessora da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A especialista detalha os pontos que estão na mesa de negociação e explica como a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) pode contribuir para organizar jornadas, escalas e relações laborais com mais segurança.

Reivindicações pressionam custos

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As pautas apresentadas pelos sindicatos laborais chegaram mais extensas em 2026. Além da recomposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estão entre as reivindicações aumento real de salários de cerca de 5%, diferenciação de pisos e ampliação de benefícios, como cesta básica, auxílios e prêmio de assiduidade.

Também entram nas discussões propostas para restringir contratos intermitentes, estabelecer limites ao uso de automação e Inteligência Artificial (IA) e retomar a homologação obrigatória das rescisões nos sindicatos.

O desafio é conciliar as demandas dos trabalhadores com a capacidade das empresas de absorver novos custos. “A pauta de reivindicação laboral é extensa. A prioridade patronal é buscar um equilíbrio sustentável que não comprometa a saúde financeira dos negócios, preserve o ritmo de contratações e garanta a manutenção dos empregos”, destaca Paula.

Quanto às jornadas, a assessora salienta as alternativas que podem proporcionar mais flexibilidade para a empresa, como as parciais e as reduzidas, os contratos intermitentes, o banco de horas, a escala 12×36 e a semana espanhola, que permite alternar semanas com diferentes cargas horárias. A negociação coletiva também pode estabelecer formas de distribuir as folgas de acordo com os períodos de maior ou menor movimento.

São instrumentos que ajudam a adaptar as equipes à demanda, controlar custos e preservar a capacidade de atendimento, observadas as regras aplicáveis.

Feriados exigem atenção

Outro ponto de impacto direto sobre a operação é o trabalho aos feriados. A CCT tem papel fundamental na autorização da convocação dos empregados, mas a empresa também precisa observar a legislação municipal sobre a abertura do estabelecimento.

“A Convenção Coletiva é o documento legítimo que autoriza o trabalho aos feriados. Além disso, a legislação municipal continua soberana sobre a abertura do estabelecimento. As duas regras precisam caminhar juntas”, explica Paula.

Quais regras conferir antes de organizar as escalas? Como aproveitar os instrumentos previstos na negociação coletiva? E quais cuidados podem evitar custos e passivos trabalhistas? Confira as orientações detalhadas no episódio completo.

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Fonte Oficial: https://www.fecomercio.com.br/noticia/o-que-esta-na-pauta-das-negociacoes-coletivas-de-2026

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