A contabilidade global atravessa sua transformação mais profunda desde a adoção das normas internacionais. Com a substituição da IAS 1 pelo IFRS 18 (Presentation and Disclosure in Financial Statements), o foco desloca-se da mera exposição de dados para a padronização rigorosa da performancedesempenho. Para o executivo e consultor Reider de Freitas Starling, essa mudança representa o fechamento de lacunas que antes permitiam interpretações subjetivas sobre a saúde operacional das companhias.
A Estratigrafia da DRE sob o IFRS 18
A nova norma introduz três categorias obrigatórias para as receitas e despesas: Operacional, Investimento e Financiamento. DiferenteDiferentemente do modelo anterior, onde o “Lucro Operacional” não possuía uma definição normativa rígida, o IFRS 18 exige que este seja o subtotal padrão para todas as entidades.
Conforme analisa o articulista Reider Resende, essa estrutura força as empresas a classificarem itens de forma mais granular, impedindo que ganhos não recorrentes ou financeiros “mascarem” a eficiência do core business. Para o CFO moderno, a transição exige uma revisão completa do plano de contas e dos sistemas de ERP.
MPMs: O Novo Desafio da Governança
Um dos pilares mais densos da norma é a obrigatoriedade de divulgar as Medidas de Desempenho da Gestão (MPMs) nas notas explicativas. Indicadores como o EBITDA, frequentemente ajustados pela administração, agora passarão pelo escrutínio de uma conciliação pública com os totais do IFRS.
“A transparência nas MPMs será o novo divisor de águas na governança corporativa. O mercado punirá a falta de clareza nos ajustes”, destaca Reider Starling, especialista com atuação em reestruturação e governança.
Impacto Estratégico no Turnaround e Valuation
Em cenários de recuperação de empresas, a comparabilidade é a moeda de troca mais valiosa para atrair investidores. O IFRS 18 atua como um catalisador de confiança. Para Reider de Freitas Starling, a padronização dos subtotais facilita a análise de solvência e a projeção de fluxos de caixa, elementos críticos em processos de reestruturação de negócios no Brasil.
Conclusão: Além da Conformidade
Implementar o IFRS 18 não é um exercício meramente burocrático, mas uma oportunidade de alinhar a narrativa financeira à realidade operacional. Reider Resende de Freitas Tassara Starling reforça que o papel do Controller e do CFO em 2026 deve ser o de guardião dessa nova transparência, garantindo que o reporte financeiro seja uma ferramenta de gestão estratégica, e não apenas um registro histórico.
Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/artigos/76583/ifrs-18-nova-norma-revoluciona-contabilidade-com-foco-em-performance/