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Quando pensamos em uma cidade inteligente onde tudo se conecta e funciona,  vem à cabeça lugares na Europa ou até mesmo nos Estados Unidos, não é verdade? Mas saiba que projetos dessa magnitude, que mudam a vida dos cidadãos, começam com iniciativas pontuais, que já existem aqui no Brasil.  Por exemplo,Belo Horizonte deu o pontapé inicial para esse movimento com o plano de iluminação pública inteligente, considerado uma referência global em parâmetros técnicos e estratégicos.

Com ele, a população ganhou uma cidade mais iluminada, com mais segurança e uma melhor qualidade de vida. A solução de telegestão da iluminação permite ao gestor antecipar eventos e tomar ações de forma remota, controlar a luminosidade e intensidade de brilho das lâmpadas, assim como identificar anomalias na rede, possibilitando ganhos em eficiência operacional e energética.

Projetos como esse podem ser o caminho para uma cidade mais inteligente, pois eles alavancam outros serviços que trazem eficiência para a cidade e benefícios para a comunidade.

O mais interessante nesse projeto de Belo Horizonte é que a infraestrutura de rede de comunicação instalada, que suporta a telegestão da iluminação pública, poderia ser compartilhada para trafegar dados de outras aplicações e corroborar para uma cidade mais inteligente.

Abaixo, cito alguns exemplos que poderiam ser aplicados e que podem auxiliar na melhoria de vida das pessoas:

1 – Semáforos inteligentes

Imagine um semáforo que atue conforme o fluxo de carros e pedestres nas ruas. Em uma cidade inteligente, ele poderia funcionar como um agente de trânsito, mapeando o fluxo em tempo real. Com base nas imagens de câmeras instaladas dentro deles e dados da central de controle, decidir quanto tempo cada uma das vias do município deve ficar liberada. Com isso, será possível melhorar o trânsito, aumentando o fluxo das avenidas de maneira efetiva.

2 – Controle ambiental

Em cidades grandes, como São Paulo, existem painéis espalhados em diversas regiões com a hora e o nível de poluição. Porém, a qualidade do ar é uma informação local e não está conectada à uma central. Se esses dados estivessem interligados, gerando ‘insights’ para o poder público, as empresas do setor poderiam divulgá-los para que a população se prevenisse em dias muitos secos. Essa base, poderia, inclusive, guiar os hospitais sobre picos de doenças respiratórios.

3 – Estacionamento dinâmico

Quem tem carro deve saber o tempo desperdiçado rodando ruas e estacionamentos tentando achar uma vaga em horários de pico. Isso pode se tornar bem menos doloroso em uma cidade conectada. É possível, por meio de sensores, disponibilizar em um portal ou aplicativo, todos os lugares livres assim que o motorista se aproxima da região. Imaginem o tempo e o combustível economizado com isso?

4 – Bueiros conectados

Basta chover para que uma palavra surja na cabeça de todo mundo: alagamento. Saiba que eles podem estar com os dias contados com as novas tecnologias existentes. Hoje, é possível instalar sensores nos bueiros que avisam as empresas de limpeza quando os coletores de detritos precisam ser esvaziados ou se estão com algum problema que impeçam a drenagem da água. Com isto, eles não ficarão mais entupidos e a chuva poderá escoar de maneira mais eficiente, reduzindo drasticamente ou até mesmo eliminando os alagamentos.

5 – Lixeiras inteligentes

A coleta de lixo dos municípios é organizada de acordo com a densidade habitacional de cada região, e os ‘insights’ sobre o real volume produzido por dia e horário não é levado em consideração. Com isso, ao deslocar caminhões para a coleta, as lixeiras podem estar vazias ou com uma pequena quantidade de detritos, resultando em uma viagem desnecessária com gasto combustível e mão de obra. Hoje, usando internet das coisas (IoT), é possível otimizar as rotas de coleta e priorizar as localidades com maior quantidade de lixo acumulado.

Esses são apenas alguns exemplos de possíveis soluções para uma cidade inteligente que, ao melhorar seus processos, se torna mais inclusiva e sustentável, além de prover o bem-estar dos cidadãos. E o pontapé inicial para uma cidade mais inteligente pode acontecer por intermédio dos dos projetos de iluminação pública que estarão acontecendo nos próximos anos. Afinal, quem não quer uma cidade inteligente?

*Carlos Simionato é consultor do segmento de utilities da Logicalis

Fonte Oficial: IT Forum 365

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