O Tesouro Nacional anunciou, nesta quinta-feira, a redução da taxa de custódia cobrada pela B3 de quem aplica recursos no Tesouro Direto. A taxa que hoje é de 0,3% ao ano passará a 0,25% ao ano a partir de 2019. Segundo o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, a mudança negociada com a B3 vai proporcionar R$ 26 milhões a mais em rendimentos para os investidores do Tesouro Direto. 

 O Tesouro Direto é uma plataforma lançada pelo governo para facilitar o investimento em títulos públicos. Hoje, são 2,9 milhões de investidores cadastrados e um estoque de R$ 53,158 bilhões aplicados. 

 No mês passado, quase dois terços dos que aplicaram recursos no Tesouro Direto compraram títulos em valor até R$ 1 mil, o que mostra a adesão de pequenos investidores, segundo o órgão. 

 A mudança na taxa da B3 ocorre logo após grandes bancos terem zerado a taxa de administração que era cobrada dos investidores que buscavam essas casas para aplicar os recursos. Embora algumas corretoras já tivessem implementado a isenção na taxa de administração, grandes bancos cobravam em média 0,5% sobre as aplicações. 

 Segundo Ladeira, essa medida já havia potencializado os rendimentos dos investidores em algo próximo a R$ 100 milhões ao ano. 

 “O Tesouro já era competitivo em relação a fundos de investimento, que chegam a cobrar taxa de 2% de administração, e agora ficou ainda mais competitivo”, afirmou o secretário-adjunto. 

 De acordo com ele, não foi possível reduzir ainda mais a taxa de custódia da B3 porque ela tem um custo de administração para manter o sistema funcionando. Além disso, a B3 arca com toda a parte de educação financeira, o que é visto como um “custo positivo” pelo Tesouro Nacional. 

 “Poderia reduzir mais a taxa, mas perderia agenda de educação financeira, que é pauta muito cara pra nós. Mas está na nossa agenda uma revisão constante”, afirmou Ladeira.

Fonte Oficial: Gazeta do Povo

Comentários/Comments

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do VIP CEO.