“Consumidor veio com seus receios de segurança” para o mundo digital, avalia Chueiri
(Arte/Tutu)

No Brasil e no mundo, a pandemia de covid-19 fez com que lojas fechassem as portas temporariamente e investissem em vendas digitais como alternativa para gerar receita. Não à toa, este movimento impulsionou o PayPal – serviço de carteira online no qual o usuário cadastra cartões para efetuar compras pela internet – a ganhar 72 milhões de clientes no ano passado, em todo o mundo, uma alta de 95% no número de novos usuários comparado ao registrado em 2019.

“O consumidor veio fazer a transição [para o online], mas veio também com seus receios de segurança. Com isso, grande parte dos usuários optou por carteiras digitais em vez de colocar o cartão diretamente nos sites [de vendas]”, conta o diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal, Thiago Chueiri, ao podcast Mercado & Perspectivas, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

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De acordo com ele, isso foi possível porque, ao contrário de outros segmentos, o setor de meios de pagamentos estava preparado para um aumento de demanda por seus serviços no ambiente digital. Além disso, ele aponta que lojas virtuais, no mundo todo, perceberam que efetuar uma operação online de compra e venda não é tão simples como se pensa.

“Uma das grandes falácias é que pagamentos no mundo online significa simplesmente habilitar uma empresa para processamento de cartões. Não poderia ser uma mentira maior. Tem questões de conciliação e fraude, lidar com dados do consumidor – a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados] está aí para não me deixar mentir”, explica. “Então, você ter uma experiência completa que resolva e enderece todos estes pontos, como a carteira digital, acaba sendo a primeira escolha para um lojista que está entrando neste mercado e não quer lidar com toda a complexidade do segmento digital”, complementa.

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Fonte Oficial: FecomercioSP

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