Com o Open Banking, o correntista ganha autonomia no que diz respeito ao acesso de seus dados
(Arte/Tutu) 

A partir do dia 15 de julho, quando entra em operação a segunda fase do Open Banking, as instituições financeiras poderão compartilhar entre si os dados cadastrais de clientes e informações relacionadas a conta corrente e tarifas, entre outras. O compartilhamento de informações para outra instituição ocorrerá somente após o consentimento do correntista e terá validade de até 12 meses, período que pode ser renovado.

Em implementação pelo Banco Central (BC), o Open Banking é um sistema que permite o compartilhamento de dados e serviços entre instituições financeiras por meio da integração dos seus respectivos sistemas, de modo que o cliente tenha mais autonomia sobre a sua vida financeira. Na prática, o correntista é o dono dos seus dados financeiros e poderá escolher quando e com quais empresas vai compartilhá-los.

Acompanhando a implantação do Open Banking, o Comitê Meios de Pagamento do Conselho de Comércio Eletrônico (CCE), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), indica que, como parte dos grandes varejistas operam com meios de pagamentos próprios, a medida poderá estimular a concorrência entre eles, permitindo a oferta de produtos e serviços de acordo com as necessidades dos clientes e com custos relativamente menores.

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O Open Banking está sendo implementado em etapas. A primeira, que teve início em fevereiro deste ano, se restringiu às operações dos bancos, envolvendo o compartilhamento de informações entre as instituições, tais como os canais de atendimento e de oferta de produtos (tipos de contas, cartões, tarifas e taxas), ou seja, dados de correntistas pessoa física e jurídica não foram compartilhados.

Além da segunda fase, que se inicia em 15 de julho, também estão previstas para este ano mais duas etapas: a partir de 30 de agosto, ficam autorizados os serviços de iniciação de transação de pagamento e a possibilidade de compartilhamento do histórico de informações financeiras dos clientes; em 15 de dezembro, poderão ser partilhadas os dados referentes às operações de investimentos, seguros e câmbio, entre outras.

Tendo em vista que as redes varejistas podem ser impactadas pela segunda fase do Open Banking, a FecomercioSP elencou algumas vantagens do sistema, tanto para as empresas do setor de comércio como para os clientes bancários.

Vantagens do Open Banking

• Liberdade de escolha
O cliente decide se os seus dados serão compartilhados e com quais bancos e instituições, ganhando, assim, liberdade para escolher o melhor produto ou serviço ofertado.

• Compartilhamento só com consentimento
Se o cliente não quiser compartilhar os dados, nenhum participando do Open Banking poderá acessar as informações pessoais.

• Validade da abertura dos dados
A autorização de acesso aos dados terá validade de até 12 meses. Caso o correntista pretenda continuar compartilhando as informações, deverá renovar a permissão.

• Aumento da competitividade no mercado
Quando mais instituições têm acesso aos dados dos correntistas, mais acirrada fica a competição no setor financeiro. Quem ganha com isso são os clientes, que poderão não só comparar produtos e preços, mas também escolher o serviço independentemente da instituição financeira com a qual está vinculado.

• Melhor atendimento ao cliente
Ao permitir o compartilhamento de dados, as instituições financeiras autorizadas pelo BC ofertarão produtos e serviços mais adequados às necessidades dos clientes – inclusive, com taxas, possivelmente, menores.

• Histórico financeiro
Mesmo que o correntista resolva mudar de banco, o tempo de relacionamento bancário será preservado.

 

Fonte Oficial: FecomercioSP

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