BRASÍLIA – O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta quinta-feira, 21, que a preocupação é “total” com a base de apoio à reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro no Congresso. Mourão foi questionado sobre levantamento feito pelo Estado, que mostra que há 180 deputados dispostos a aprovar a proposta, desde que sejam feitas mudanças no texto final. Desse total, apenas 61 votariam a favor da proposta sem sugerir alterações. “A preocupação é total e nós vamos ter que trabalhar no Congresso. É conquista de corações e mentes”, afirmou.  

Sobre eventuais dificuldades na relação com o Congresso por causa da prisão do ex-presidente Michel Temer, nesta quinta-feira, Mourão admitiu que “há ruído”, mas que logo o emedebista deve ser solto por algum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sem citar nomes. “Tem ruído, vai ficar esse ruído. Daqui a pouco ele (Temer) pode ser solto, vamos ver o que vai acontecer. Daqui a pouco um ministro qualquer dá um habeas corpus”, minimizou o presidente em exercício em coletiva de imprensa.

Apesar dos receios, Mourão destacou que a reforma da Previdência é “prioritária” para o governo. “Ninguém tem dúvida que a reforma é prioritária. Ela destrava o jogo no Brasil e melhora a confiança.” Mourão assumiu interinamente a presidência durante viagem de Jair Bolsonaro ao Chile, na tarde de hoje. Bolsonaro ficará fora do País até o próximo sábado, 23.

Questionado sobre a decepção de parlamentares com a proposta de Previdência dos militares, entregue ontem ao Legislativo, Mourão admitiu que considerando apenas a previsão inicial de economia com o projeto (R$ 97,3 bilhões) a quantia de R$ 10 bilhões em 10 anos ficam abaixo do esperado, mas que a reestruturação da carreira (com custo de R$ 86,85 em gratificações e reembolsos) é importante para “organizar o sistema”. “Tínhamos um sistema de Proteção Social deficitário, com a proposta ele será superavitário”, defendeu Mourão, que é general da reserva.

Fonte Oficial: Estadão

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