O plano de benefícios dos funcionários tem sido uma alternativa para as organizações que buscam implantar melhoria na gestão de pessoas. Além disso, é também uma forma de se manter competitivo no mercado e fortalecer a marca.

Em suma, trata-se de um investimento que oferece uma resposta aos principais problemas nas organizações, tais como ‘turnover’, produtividade e motivação. É um conjunto de esforços e medidas voltadas para as necessidades econômicas e sociais dos colaboradores.

Todavia, para que essas ações tenham o efeito esperado, é necessário um planejamento. De nada adianta oferecer uma série de benefícios se eles não forem pensados estrategicamente e se a execução for malfeita.

Por que planejar a gestão de benefícios?

Se você pensa que qualquer benefício pode motivar sua equipe, lamentamos dizer que está enganado. Cada colaborador possui necessidades distintas. O cargo ocupado também influencia na percepção de valor. Por isso, o papel do gestor é encontrar o conjunto de ações que mais satisfazem a equipe como um todo.

Ressalta-se, também, que os profissionais são atraídos não somente em função do cargo e salários. Aliás, a remuneração não é o fator mais valorizado, e sim a expectativa dos benefícios a serem desfrutados. Você não vai querer decepcionar seus talentos, não é mesmo?

Para entender melhor sobre a importância do planejamento, segue abaixo alguns fatores relevantes:

Fator financeiro

As ações devem estar em conformidade com o valor disponível para investimento. Iniciar um projeto e não terminá-lo por falta de verba tem efeitos negativos sobre a equipe e prejudica a motivação e o clima organizacional.

A partir do levantamento de dados, os gestores saberão o que será possível oferecer sem comprometer a saúde financeira e poderão buscar parceiros e medidas alternativas para conseguir cumprir o objetivo.

Fator social

A responsabilidade social é muito valorizada no mercado. Os serviços e benefícios oferecidos demonstram o grau de responsabilidade de uma organização. É preciso ter em mente que isso representa a forma como o esforço das pessoas é recompensado pelos empregadores.

Os planos podem ser classificados como legais ou espontâneos. O primeiro diz respeito aos benefícios exigidos pela legislação trabalhista, enquanto o segundo leva em consideração as vantagens concedidas pela liberalidade das empresas.

Fator psicológico

O ‘turnover’, absenteísmo, produtividade e demais indicadores de gestão de pessoas estão relacionados a satisfação dos colaboradores. Se as faltas estão muito frequentes, pode indicar que o clima organizacional não está agradável. É aí que entram os benefícios dos funcionários. Eles podem reduzir conflitos e unir o grupo.

Porém, para identificar essas mazelas, é necessária a gestão desses índices. A análise de desempenho, entrevistas de desligamento, pesquisas de clima e outros devem estar incluídos no planejamento para possibilitar a eficiência das ações.

Como planejar os benefícios funcionários?

Agora que você já entendeu a importância do planejamento, é hora de aprender o passo a passo. Lembre-se que os colaboradores estão cada vez mais exigentes e, por isso, é preciso ser eficiente na implementação do programa de benefícios.

Passo 1: analise dos perfis dos colaboradores

Os perfis devem influenciar diretamente nessa gestão. O que satisfaz uma pessoa, não necessariamente é motivador para outra. Faça uma comparação entre um funcionário dos serviços gerais e do gestor de marketing em sua organização. Você realmente acha que eles buscam as mesmas coisas dentro da empresa?

Enquanto para um a alimentação na empresa pode ser a melhor opção, o outro pode valorizar mais um curso de idioma. Mas, como atender a todos? A resposta é simples: planejando, pesquisando e executando conforme o plano.

Passo 2: estabeleça metas

Qual objetivo você pretende cumprir? Demos alguns exemplos de indicadores que podem ser influenciados com os benefícios. Com uma análise criteriosa, você conseguirá identificar qual está afetando mais o crescimento da sua empresa e programar aqueles que não são gargalos.

Nessa etapa, é importante seguir a regra do REMAT (no inglês, SMART). Nela, as metas devem ser relevantes, específicas, mensuráveis, atingíveis e temporais. Esses critérios vão ajudar a estruturar melhor a gestão e direcionar as ações.

Passo 3: diferencie-se do que as outras empresas já oferecem

Se a ideia é ser atrativo para os profissionais de fora e reter os talentos internos, é interessante investir em benefícios que diferencie sua empresa das demais. Um programa de educação financeira, orientação nutricional e uniformes personalizados conforme o gosto do funcionário são alguns exemplos.

Embora seja indicado se diferenciar, é preciso ficar atento aos benefícios mais importantes na visão dos trabalhadores: entrega de cesta básica, plano de saúde, bonificações financeiras por metas etc.

Passo 4: defina as politicas e seja transparente

As informações ambíguas ou ocultas podem prejudicar o sucesso da gestão de benefícios dos funcionários. Quando a política não é clara, os colaboradores ficam insatisfeitos, os conflitos aumentam e a qualidade da comunicação interna é colocada em dúvida. E esse é um dos pilares da gestão de pessoas.

Se a cesta básica for oferecida apenas para aqueles que não faltaram nenhuma vez no mês, não tiveram advertências ou bateram as metas, isso precisa estar bem explicado. Não deixe brecha para contestações.

Passo 5: Controle da distribuição

Para garantir que os benefícios ofereçam um retorno atrativo para a organização, o RH deve fazer uma gestão rigorosa da distribuição. Se no planejamento está definido que o valor do vale-alimentação será X, então não pode ser X-1 e tampouco X+1.

Também é importante estar em dia com os compromissos. Se no planejamento ficou estabelecido que a entrega da cesta básica será no primeiro dia útil, não dê espaços para atrasos. Sua equipe pode depender desse benefício e ficará muito frustrada com a falta de comprometimento da empresa.

Passo 6: calcule taxa de uso dos benefícios

O plano odontológico pode ser muito popular nas empresas. Porém, isso não significa que ele fará sucesso em todas elas. Dessa forma, é possível que você esteja desperdiçando dinheiro, tempo e energia em algo com um retorno muito abaixo do esperado.

Lembre-se que os benefícios dos funcionários devem garantir a satisfação do colaborador para que ele entregue resultados melhores. O acompanhamento do projeto permite melhorias, reduz os erros e possibilita o crescimento contínuo.

O gestor deve ter em mente que todas essas ações são importantes, mas que carecem de complementos. As práticas de RH, tais como feedback, treinamentos e avaliação de desempenho potencializam os resultados e fortalecem a cultura organizacional.

Agora que você já entendeu a importância do planejamento e já conhece as etapas para implementação dos benefícios dos funcionários, que tal colocar em prática?

*Renato Xavier é diretor de operações da Cesta Nobre*

Fonte Oficial: IT Forum 365

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