Apesar dos esforços para conter um surto de peste suína africana no continente europeu, o vírus mortal (para os suínos) está se espalhando por países do Leste. A Sérvia registrou os primeiros casos suspeitos apenas algumas semanas depois de a Eslováquia ter encontrado a doença em um pequeno rebanho. Houve também um “aumento distinto” nos casos relatados em fazendas de suínos em nações já afetadas, incluindo Romênia, Polônia e Bulgária, segundo dados compilados pelo governo britânico.

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A região do Leste Europeu tem lutado para controlar o vírus desde que ele se espalhou a partir da Rússia em 2014. Embora os países mais afetados da região não sejam os principais produtores de carne suína, eles permanecem próximos aos principais exportadores, mais a Oeste.

A peste suína africana ganhou os holofotes após a China – que possui metade dos planteis do planeta – e outras nações asiáticas terem de sacrificar milhões de suínos após o aparecimento da doença, há cerca de um ano.

O Leste Europeu
permaneceu na maior parte livre da doença – apesar de a febre já ter sido detectada
em javalis na Bélgica em 2018. Isso ajudou a região a ser um dos principais
exportadores, suprindo a crescente escassez de carne suína no mundo, com os
embarques da UE para a China subindo 43% este ano, até maio.

Ainda assim, os importadores estão atentos. Embora a Alemanha – um dos maiores produtores da Europa – esteja livre do vírus, as Filipinas recentemente proibiram sua carne suína, alegando que uma remessa foi misturada com o suprimento polonês.

Abates

A Romênia registrou 746 surtos em mais da metade do país, ante 581 no início de agosto, de acordo com o governo do país. Descobertas de casos recentes na Polônia, quarta maior produtora de carne suína da UE, incluem uma fazenda de 9,4 mil suínos, segundo relatório da OIE.

Já a Sérvia
sacrificou algumas dúzias de suínos na região central do país depois de
encontrar casos suspeitos e está aguardando os resultados dos testes
laboratoriais nesta semana, de acordo com um porta-voz do Ministério da
Agricultura. Na Bulgária, houve seis casos recentes em fazendas industriais, e
cerca de 126 mil suínos serão sacrificados no país, segundo dados da agência local
de alimentos.

Fonte Oficial: Gazeta do Povo

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