O ano letivo na China inicia em setembro, mas o processo de matrícula já está acontecendo em algumas universidades do país. No caso da Universidade Tsinghua, em Pequim, os 3800 ingressantes devem realizar registro do rosto para se matricularem nos cursos. Além de agilizar o processo de cadastro, a tecnologia de reconhecimento facial é usada em diversos momentos da rotina universitária.

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Na Universidade Dianzi em Hangzhou, por exemplo, o reconhecimento facial é aplicado na “chamada” das aulas. Uma câmera inteligente identifica os alunos que não estão presentes e envia a eles, automaticamente, uma mensagem confirmando a ausência. Segundo os responsáveis, o tempo para realizar a chamada diminuiu de, em média, sete minutos para apenas 15 segundos. O objetivo maior, no entanto, é estabelecer uma base de dados e entender quais são as razões que elevam a ausência dos estudantes. Outras instituições de ensino superior já manifestaram interesse em adotar a mesma prática.

Na Tsinghua, o cadastro das faces é usado também por razões de segurança. Quando um visitante entra no campus, inclusive, é requerido que ele cadastre seu rosto em uma ferramenta do app WeChat. No primeiro dia em que a tecnologia foi colocada em prática, cerca de oito mil visitantes passaram pela Universidade. Por conta do enorme volume de pessoas, a tecnologia surge como uma solução para a vigilância.

O reconhecimento facial é uma aplicação prática de Inteligência Artificial (IA), já que os softwares que identificam os rostos das pessoas utilizam algoritmos do tipo. No entanto, existem outras aplicações da IA nas Universidades. Segundo o portal local CCIDNET, algumas instituições realizam tours para novos alunos guiados por robôs e há até ferramentas que realizam análise de dados pessoais para auxiliar os ingressantes na escolha do curso.

No podcast MVP StartSe, discutimos o uso do reconhecimento facial na China, entre outros temas relevantes da maior potência do Oriente. Ouça abaixo: 

Fonte Oficial: StartSe

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