SÃO PAULO  –  Quando uma empresa contrata um novo CEO vindo do mercado, faz mudanças no alto escalão ou sofre uma crise de reputação, aumenta a chance de seus executivos procurarem outro emprego, segundo um estudo de professores americanos. 

Assinado por pesquisadores da Universidade de Texas A&M, o estudo foi publicado na revista acadêmica “Strategic Management Journal” e analisou a rotatividade no nível executivo de empresas do índice S&P 1500, contabilizando 4 mil profissionais em quase mil companhias, entre 2003 e 2013.

O objetivo dos pesquisadores foi identificar se imprevistos que impactam os relacionamentos dos executivos dentro da empresa, como a chegada de um novo CEO ou a saída de colegas, e situações que comprometem a reputação da organização, como processos judiciais ou campanhas de investidores ativistas, têm influência no turnover voluntário dos executivos. Segundo o estudo, o primeiro tipo de situação foi incluído porque trocas na equipe têm impacto no “capital relacional” dos executivos, mudando a dinâmica dos relacionamentos cultivados dentro da companhia. 

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A análise aponta que todos esses eventos aumentaram a probabilidade de executivos deixarem a empresa por vontade própria. Os profissionais mais bem-pagos, no entanto, apresentaram menos chance de trocar de emprego após uma mudança na equipe, mas mais probabilidade de procurar outro trabalho após um evento prejudicial à reputação da companhia.

Para Joel Andrus, professor de gestão da Trulaske College of Business, da Universidade de Texas A&M, os executivos com salários maiores no geral são vistos como mais qualificados e, por isso, podem ter mais facilidade para encontrar um novo emprego após uma mudança brusca. Ele diz que os resultados podem ajudar empresas a se preparar para diminuir os níveis de turnover de executivos, que representam custos altos para as companhias. “Se queremos saber por que executivos deixam empregos voluntariamente, precisamos entender como as pessoas respondem a eventos imprevisíveis”, diz. 

No nível da presidência, um levantamento publicado em maio apontou que a rotatividade chegou a níveis recordes no ano passado, em parte por causa de um aumento no número de demissões por motivos éticos. 

Fonte Oficial: Valor.

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