ESPECIAL PARA O ESTADO

Com os cenários político e econômico incertos para 2019, não é tarefa fácil planejar um novo negócio ou saber onde investir. O Estado conversou com especialistas para indicar quais áreas têm maior potencial de crescimento. O ramo de serviços – um consenso – é o que oferece maior possibilidade para empreender.

“A economia de serviços na internet cresce em uma velocidade muito mais rápida do que o varejo em si. Hoje, as plataformas para a prestação de serviços estão mais baratas e mais simples de serem implantadas pelos prestadores”, afirma Rubens Massa, coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV.

O principal mercado com espaço para novos empreendimentos e mais oportunidades, dizem os especialistas, é o de serviço customizado focado em nichos, como o de alimentação vegana ou para pessoas com restrições alimentares e o de cosméticos personalizados.

“O atendimento a demandas pequenas e específicas, que não é tão interessante para grandes redes, passa a ser atraente para negócios menores que estão começando. Eles não têm a demora na tomada de decisões das grandes empresas e conseguem se adequar muito mais rapidamente ao atendimento daquelas necessidades”, afirma José Sarkis Arakelian, professor de administração da Faap.

Startups de tecnologia que intermedeiam a relação do cliente com os serviços também têm cada vez mais demanda. Além disso, as startups de serviços especializados, como healthtechs (de diagnóstico) e edutechs (que ajudam no aprendizado) também irão ganhar território nos próximos anos.

“Faz pouco tempo que essa tecnologia começou a ficar viável comercialmente para as empresas, em termos de equipamento, de capacidade de processamento. Esperamos nos próximos anos um aumento muito grande de serviços como esses”, diz David Kallás, coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Insper.

ONDE APOSTAR

Demanda especializada

A procura por serviços de nicho está crescendo e, de acordo com José Sarkis Arakelian, a microssegmentação é uma tendência mundial que exige a mudança de mentalidade dos empreendedores. “O consumidor passa a ter demandas específicas, não mais só na alimentação: cosméticos, o tipo de lugar onde vai para se divertir, o tipo de embalagem que irá usar.”

1. Alimentação restritiva

Serviços que atendem os públicos vegano, celíaco, intolerante a lactose e com outras restrições têm alta demanda. “O segmento de alimentação não oferece grandes barreiras. O empreendedor pode iniciar a atividade de maneira simples, com menos estrutura e até mesmo de casa”, indica o consultor do Sebrae Henrique Romão.

2. Cosméticos personalizados

O mercado de cosméticos naturais, sem teste em animais e também os “sob medida” cresceu e se tornou popular. Com a saída da inglesa Lush do Brasil, o setor tem pouca representação no País e alta demanda.

Startups de tecnologia

Negócios que oferecem consultoria e soluções em diversas áreas e serviços de tecnologia para empresas ou pessoas resolverem problemas tendem a crescer. “Faz pouco tempo que essa tecnologia começou a ficar viável comercialmente para as empresas. Esperamos um aumento muito grande desses serviços”, afirma David Kallás.

1. Fintechs

Grupo que reúne serviços de consultoria e aconselhamento financeiro, bancos online e outros que permitem o acesso a investimentos por aplicativos.

2. Agrotechs

Serviços que oferecem tecnologia para a produção no campo, como o uso de drones para monitoramento de plantações, também têm espaço para crescer.

3. Edutechs

São startups de educação que facilitam o aprendizado e estão começando a ser incorporadas por instituições de ensino.

4. Healthtechs

Iniciativas tecnológicas que auxiliam processos médicos, como o uso de inteligência artificial para analisar imagens médicas e até plataformas de consulta à distância. O tipo de serviço entrou no mercado brasileiro recentemente.

Startups intermediadoras

Empresas que têm o objetivo de conectar clientes a serviços e facilitar a comunicação entre eles também estão crescendo. “Oferecer um jeito mais rápido, às vezes mais barato e sem burocracia, para um serviço é um negócio que tem futuro. Você cria um elo que não existe no mercado ou existe de forma onerosa e lenta”, diz Clarissa Santiago, líder de estratégia da consultoria executiva HSM.

1. Setor imobiliário

Startups que promovem a venda ou o aluguel de imóveis são opção prática. Serviços que mediam a relação entre o locatário e o dono do imóvel e resolvem problemas com manutenção já prosperam.

2. Entregas

Negócios que aliam tecnologia à entrega de encomendas, produtos e outros serviços facilitam a vida do consumidor e também das empresas e têm boas chances de sucesso e de crescimento.

Fonte Oficial: Estadão PME

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