Se o século 20 foi o século do império dos automóveis, o século 21 é o século da diversidade no transporte. Vale tudo, de tudo que é jeito, até andar a pé.

Até o fim do século 20, o sonho de todo menino era arrumar um carro quando fizesse 18 anos. E as meninas não ficavam atrás, também achavam o carro uma ideia muito legal.

Era comum os carros serem “incrementados”, quer dizer, ganhavam rodas e pneus diferentes, eventuais frisos, faróis de milha, borrachas nos para-choques e laterais, gravador cassete, caixas de som seladas, adesivos com ”salvem as baleias”, etc.

Carro era status, poder, facilidade de locomoção, sonho de consumo. E as montadoras brasileiras se esmeravam em fazer carroças, que grosso modo continuam sendo carroças, só que um pouco mais sofisticadas, tanto que só são exportáveis para países tão “desadiantados” como nós.

O século 21 virou isso de ponta cabeça. Em primeiro lugar, os jovens não fazem a menor questão de terem automóveis, seja lá do tipo que forem, muito menos estão interessados em incrementá-los para ficarem mais bonitos, seguros e rápidos.

Além disso, o transporte público melhorou e, ainda que nosso metrô seja menos da metade do que deveria ser, funciona bem e é uma alternativa importante. Os ônibus agora têm ar-condicionado. E os taxis rodam nas faixas exclusivas dos ônibus.

E veio o Uber e, na cola, os outros aplicativos. E as bicicletas também deram as caras, se espalhando pela cidade.

Agora é a vez dos patinetes elétricos. A sacada é genial. Eles são muito legais e não devem sair de cena tão cedo. A única coisa que precisa é regulamentar melhor onde e como cada equipamento pode rodar.

Fonte Oficial: Estadão

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