Polônia se aproxima dos grandes países da Europa em termos de crescimento econômico
(Arte: TUTU)

A Polônia dispõe de uma posição geográfica privilegiada no coração da Europa, com taxas positivas de crescimento econômico desde a década de 1990 e, em anos mais recentes, acima da média em relação a outros países. A nação é considerada ideal como mercado-teste dos produtos brasileiros para o restante do continente europeu, por ter uma população jovem e com alta capacidade de consumo, o que abre uma gama de vantagens às empresas nacionais que buscam expandir os negócios. Ainda assim, há muito espaço para essa relação bilateral crescer, pois as exportações brasileiras para a Polônia ainda são tímidas, com participação na nossa balança comercial em torno de 0,4% do total, afirma o vice-presidente da FecomercioSP e presidente do Conselho de Relações Internacionais (CRI), Rubens Medrano.

No fim de novembro, a Fecomercio Internacional e a Câmara de Comércio Polônia-Portugal (PPCC) realizaram um webinário com empreendedores e representantes comerciais para apresentar as oportunidades que o mercado polonês oferece às empresas estrangeiras. No encontro, os empresários presentes conheceram os trâmites em torno das negociações entre ambas as nações, cases empresariais, o perfil do consumidor, a situação macroeconômica da Polônia e, também, como sua atual posição no ranking Doing Business (40ª), do Banco Mundial, é um diferencial imenso na desburocratização da jornada do empresário rumo a um novo mercado.

Em pouco mais de dois anos, a Fecomercio Internacional e a PPCC organizaram cerca de 200 reuniões entre empresas brasileiras e polonesas, encontros que possibilitaram novos negócios em diversos setores.

O perfil do consumidor polonês e as oportunidades ideais para a sua empresa 

O chefe do setor de promoção comercial da Embaixada do Brasil na Polônia, Nelson Linhares, ressaltou que há um grande poder de compra nas mãos dos quase 40 milhões de habitantes do país. “Esse poder de compra é marcado pela diversificação [de culturas, rendas e faixas etárias] dentro da própria nação e também por sua sofisticação à medida que o país enriquece, algo que tem se tornado contínuo”, ponderou. 

“Também se observa que o consumidor polonês tem gastado mais com entretenimento, uma área a qual os negócios do Brasil podem explorar bem. Da mesma forma, eles estão consumindo mais produtos de beleza, cosméticos, serviços médicos especializados e serviços educacionais. O consumo do polonês está em torno de 80% do consumo médio da União Europeia (UE). Em Portugal, por exemplo, essa média é de 86%, ou seja, a Polônia não está muito atrás”, destacou Linhares. 

Ele também elencou os setores brasileiros que, por toda a sua expertise, poderiam tirar grandes vantagens dessa empreitada: 

– diversão e cultura;

– restaurantes e hotéis (viagens e turismo em geral);

– roupas e calçados;

– cosméticos e produtos farmacêuticos;

– queijos, frutas e castanhas;

– alimentos orgânicos e veganos (ainda mais o setor produtor de açaí);

– confecção de móveis, sobretudo setores que utilizem produtos madeireiros;

– serviços privados de saúde e de educação;

– bens de consumo pessoal;

– serviços financeiros. 

Linhares pontuou ainda que os números em torno das exportações brasileiras àquele país são baixos, em torno de US$ 1 bilhão ao ano. “Há muito espaço a ser explorado. A Polônia vem passando por um processo importante de digitalização e de crescimento do e-commerce, cujas receitas saltaram de € 305 milhões, em 2004, para cerca de € 10 bilhões, em 2020; e 88% dos poloneses compram online. Em breve, a Amazon iniciará um processo de venda direta no país. Atrelado a isso, a mão de obra voltada à tecnologia é altamente qualificada, com um custo de trabalho abaixo da média europeia”, afirmou. 

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Situação econômica se sobressai

O embaixador extraordinário da Polônia no Brasil, Jakub Skiba, destacou que a economia polonesa está se integrando cada vez mais à mundial, que as empresas polonesas estão fortemente integradas nas cadeias produtivas europeias e que, para as autoridades daquele país, a prioridade é oferecer bases sólidas para o desenvolvimento empresarial, o que tem sido alcançado com a garantia de condições transparentes e estáveis aos negócios. “Hoje, a Polônia é a sexta maior economia da UE e é a melhor plataforma de expansão na região, com desenvolvimento forte de suas infraestruturas aérea, ferroviária, rodoviária e marítima”, reforça.

“A Polônia está se aproximando dos outros grandes países da Europa em termos de crescimento e desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo que mantém este ritmo sustentável e com desemprego baixo. O crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] per capita polonês estava em torno de US$ 11 mil em 2000 e, hoje, está em torno de US$ 30 mil”, complementou. Skiba também ressaltou o acordo firmado entre Brasil e Polônia para se evitar a dupla tributação, possibilitando uma rentabilidade maior às empresas. “Os custos mais baixos representam excelentes oportunidades para potenciais investimentos.” 

O diretor-geral da Câmara de Comércio Polônia-Portugal, Wojciech Baczyński, comentou que a moeda do país, o zloty, teve uma oscilação baixa nos últimos cinco anos, sem muita exposição a flutuações drásticas de câmbio e, ainda, com uma conversão não muito cara em relação ao real: cada 0,70 zlotys compra R$ 1. Para os estrangeiros que visam a iniciar negócios locais, ele enfatizou que o inglês pode ser a língua de entrada. 

Para saber mais sobre a atuação da Fecomercio Internacional e sobre oportunidades de negócio na Polônia, entre em contato: internacional@fecomercio.com.br. 

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Fonte Oficial: FecomercioSP

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