por dado abreu fotos pedro dimitrow styling cuca ellias (od mgt)

O melhor jogador em atividade no futebol brasileiro está acostumado ao traje de gala. Eleito o craque do Campeonato Brasileiro, presente na seleção da Conmebol Libertadores e vencedor da tradicional Bola de Prata (criada em 1970 pela revista Placar e desde 2016 organizado pela ESPN), Dudu cansou de subir ao palco para receber prêmios no ano passado. Em todas as ocasiões, vestiu-se impecavelmente de terno como manda a etiqueta da boleiragem. “Jogador de futebol não tem tempo, nem oportunidade de usar roupa social”, brinca o craque durante o Ensaio de PODER. “Só mesmo quando acontecem esses eventos.” O estafe do atacante palmeirense, com o objetivo de impulsionar sua imagem, bem que tentou mudar tal rotina. Contratou uma… “É estilista que fala?”, pergunta, acanhado, Dudu. Não deu certo. A jovem, “personal stylist, Dudu”, perdeu o emprego em poucas semanas. “Ela queria que eu fosse de social para o treino. Se eu fizesse isso ia ser zoado pra sempre e perderia o respeito dos meus companheiros. Decidi que é melhor eu mesmo escolher minha roupa”, diverte-se.

Nascido em Goiânia, Eduardo Pereira Rodrigues, 27 anos, começou a carreira no Cruzeiro em 2009. Sem espaço no clube, foi emprestado ao Coritiba por uma temporada onde conquistou o primeiro título nacional – Série B 2010. De volta à Toca da Raposa, faturou o Estadual no ano seguinte e acabou negociado com o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, numa transação de 5 milhões de euros. Encarou o frio e uma rotina entediante entre 2011 e 2014. “Não tinha muita coisa para fazer por lá então eu comecei a tatuar”, lembra Dudu, hoje quase sem espaço no corpo para um ideograma miúdo. Além do tédio, uma “pomada milagrosa”, receita soviética, teria sido outro incentivo para o vício em rabiscar a pele.

Em 2014 o atacante foi repatriado pelo Grêmio e logo despertou o interesse do trio de ferro da capital paulista. Para a tristeza de corintianos e são-paulinos, Dudu fechou com o Palmeiras em uma decisão que não poderia ser mais acertada. O craque é ídolo da torcida e sua camisa 7 lidera o ranking de vendas do clube. Em quase quatro anos fez mais de 230 jogos e 55 gols, números que tendem a aumentar já que, após ser seduzido pelas cifras do futebol chinês, renovou por mais quatro anos com o Palmeiras – se cumprir o contrato até 2023 deverá entrar para a lista dos dez atletas que mais atuaram pelo Verdão, superando várias lendas do clube.

“Quero marcar definitivamente meu nome na história do Palmeiras com mais dois ou três títulos importantes. Depois, quando estiver com 30 anos, procuro um mercado bom e quem sabe volte a jogar fora. Por enquanto escolhi ficar, o carinho pelo clube e a torcida falou mais alto e, além disso, fizemos um ótimo acordo”, explica Dudu, que teria recusado um salário na casa dos R$ 3 milhões na China para exclamar o “fico” para felicidade geral na nação… alviverde.

Com tanta grana em jogo, PODER perguntou ao craque como ele investe seu suado dinheiro. E do mesmo modo ao falar de estilo, Dudu demonstra cautela. “Tenho uma equipe de especialistas que me orienta bastante e costumo diversificar. Depende do momento, das oportunidades, mas sempre tento escolher os investimentos com o menor risco possível. Sou mais conservador.” Conservador em todos os campos, com exceção dos de futebol.

Fonte Oficial: Glamurama

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