A StartSe inaugurou, em outubro, sua nova sede em Palo Alto, na Califórnia, como StartSe University. Com mais de 300 metros quadrados, o espaço, com capacidade para receber 100 pessoas, fica a poucos quarteirões da Universidade de Stanford, uma das melhores dos Estados Unidos.

Antes, desde 2017, a StartSe funcionava em um coworking em São Francisco, onde recebia as missões executivas que chegavam do Brasil. Em pouco mais de dois anos a empresa de educação executiva treinou no Vale do Silício aproximadamente 3.500 profissionais e empreendedores.

Os professores da StartSe na região são executivos das principais empresas de tecnologia e também das grandes universidades. Entre eles, Jon Baer, coautor do livro “Decodificando o Vale do Silício”; Kartik Gada, professor de Stanford; Gary A. Bolles, professor da Singularity University, e Steve Blank, criador do conceito de “Startup Enxuta”, que se popularizou com o livro Lean Startup, de Eric Ries.

“Estamos nos reposicionando e queremos mostrar que a nossa sede agora é no Vale do Silício, no coração da inovação”, diz Pedro Englert, CEO da StartSe, em entrevista ao NeoFeed.

Segundo Englert, em 2020, o plano é construir uma sede nova também na China, onde a StartSe atua desde 2018. “Ainda estamos avaliando se ficará em Pequim ou em Shangai”, diz Englert. Até agora, a empresa já capacitou na China 600 profissionais e empreendedores. O próximo passo, depois de organizar a sede chinesa, é estruturar a operação em Israel, onde a StartSe também realiza seus programas executivos internacionais.

De acordo com Englert, em entrevista ao Neofeed, para isso a empresa está buscando capital no mercado. Os executivos da StartSe estão conversando com fundos e grandes investidores e devem captar cerca de R$ 50 milhões. As negociações estão em estágios avançados, os sócios estão na fase de analisar as propostas e o anúncio deve sair em dois meses.

Será a primeira vez que a StartSe contará com recurso de um venture capital. “Nunca recebemos investimento”, diz Englert.

Fundada em 2015, no interior de Minas Gerais, por Junior Bornelli e João Evaristo, a StartSe nasceu dando um curso online para empreendedores que buscavam entender esse fenômeno das empresas da nova economia. Chamava-se Startup de A a Z, custava R$ 30 e durava um período de duas horas.

Englert teve o primeiro contato com a empresa quando estava na XP Investimentos e cuidava da operação do Infomoney, um site de notícias vinculado a plataforma de investimentos. Quando deixou a XP, se uniu a Marcelo Maisonnave, cofundador da XP, e a Eduardo Glitz e Maurício Bevenutti, também ex-sócios da plataforma, e compraram uma participação na empresa.

A partir daí, a operação foi se transformando e o negócio foi sendo escalado. A StartSe passou a ter informações de startups em sua base – hoje são 13 mil; a criar missões para o Vale do Silício, para a China e Israel; fazer grandes eventos no Brasil e aumentou a gama de cursos online. “Hoje, somos uma empresa de educação omnichannel”, diz Englert.

Parceiros de negócios

Para ganhar ainda mais tração e alcançar cada vez mais pessoas, a empresa adotou uma estratégia muito parecida com a que a XP Investimentos usou para atrair novos investidores. Se a plataforma de investimentos cresceu com a ajuda dos agentes autônomos de investimentos, a StartSe está fazendo isso com os chamados business partners.

Atualmente, a empresa conta com um pequeno exército de 120 pessoas espalhadas pelo Brasil. São aceleradores e consultores de inovação que têm um ecossistema local ao redor deles nas principais capitais e em cidades do interior do Brasil.

“Eles vendem os nossos cursos e eventos e pagamos uma média de 20% de comissão”, diz Englert. Detalhe: isso já representa 15% da receita da empresa, que neste ano deve faturar R$ 60 milhões ante R$ 37 milhões faturados em 2018.

O crescimento acelerado da StartSe está relacionado a uma mudança no modelo educacional e no comportamento das pessoas. Com o envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida e a mudança acelerada causada pelas novas tecnologias, o chamado lifelong learning, o aprendizado contínuo, ganhou força.

Segundo Conrado Schlochauer, da Teya, com o envelhecimento populacional, as pessoas estarão aptas a trabalhar por mais tempo e, consequentemente, buscarão aprender constantemente.

Hoje, segundo ele, a cada 2,5 anos, 20% do que as pessoas aprenderam já ficou obsoleto. “E aprender está na moda”, diz Schlochauer. “E isso é bom”, afirma.

Fonte Oficial: StartSe

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