O mercado norte-americano está cada vez mais preocupado em garantir avanços sociais, aliados aos lucros. Em relatório divulgado pelo Fórum pelo Investimento Sustentável e Responsável (SIF) dos EUA, desde 2010 os investimentos em causas sociais cresceram de US$ 3 trilhões para US$ 12 trilhões no ano passado.

Este valor corresponde a um quarto de todos os investimentos realizados nos EUA em 2018. O relatório leva em conta ativos geridos por profissionais. Ou seja, não está contemplado o dinheiro investido em aplicações que flutuam sem gestão profissional direta – como é o caso da poupança, por exemplo.

Cerca de 20% dos investimentos – US$ 3 trilhões – vieram de investidores individuais. O restante foi aplicado por instituições financeiras e fundos. As áreas que mais receberam investimentos em causas sociais foram: Mudança Climática, Tabagismo, Risco de Conflitos, Direitos Humanos e Transparência.

Mercado brasileiro

No Brasil, entretanto, os investimentos em causas sociais não são uma tendência sempre crescente nesta década. Em 2016, o valor do investimento social privado alcançou R$ 2,9 bilhões, menor do que os R$ 3,5 bilhões investidos em 2014.

Uma queda similar ocorreu nos investimentos sociais realizados por meio de leis de incentivo fiscais: R$ 402 milhões em 2016 diante de R$ 599 milhões dois anos antes. As informações são do Censo Gife de 2016, último lançado pela associação de investidores sociais do Brasil.

Não é possível, porém, dissociar a queda de investimentos nas áreas sociais do momento geral da economia no país. Entre 2013 e 2016, a taxa de investimentos em todos os setores, em relação ao PIB, diminuiu 5%, segundo o IBGE.

Fonte Oficial: StartSe

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