Todd Henderson, da Universidade de Chicago e Irena Hutton, da Florida State University, analisaram detalhes da vida de 650 CEOs que ocuparam cargos nas década de 90, 2000 e 2010. Para montar a base de dados, que incluiu o tamanho e o status socioeconômico da família, a ocupação dos pais e possíveis traumas da infância, os pesquisadores recorreram à informações publicadas em fontes como biografias, revistas, publicações comerciais. “O ambiente da infância desempenha um papel importante no desenvolvimento da personalidade, que tem um forte efeito ao longo da vida nas preferências em vários domínios, na formação do estilo de gestão do CEO e na tomada de decisões”, afirmam os pesquisadores.

Nem todos os elementos da história da família pareciam estar relacionados ao desempenho dos CEOs, mas muitos aspectos mostraram-se relevantes. Um padrão encontrado por Henderson e Hutton foi o de que primogênitos e filhos únicos pareciam ter melhores chances de se tornarem CEOs. Quase metade dos presidentes estudados era irmão mais velho ou filho único. Os CEOs também eram predominantemente masculinos e brancos. Uma vez contratados, os CEOs – primogênitos ou não – tendem a administrar as empresas de maneira consistente à educação que receberam.

Possíveis “traumas” também influenciam a questão da tomada de riscos. Segundo a pesquisa, traumas fortes (como uma doença grave) promoveram líderes mais conservadores, enquanto traumas moderados (como uma mudança de cidade) líderes mais ousados. Os pesquisadores identificaram sete ocupações dos pais que podem ter exercido uma influência que beneficiou a ascensão dos filhos como CEOs: administração, finanças, contabilidade, seguros, imóveis e profissionais autônomos (que abrangem várias atividades, desde administrar uma fazenda até uma empresa familiar). O tamanho da família praticamente não tem relação com as políticas empresariais escolhidas pelos CEOs.

Fonte Oficial: Valor.

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