SÃO PAULO  –  O Ibovespa ganhou impulso do ambiente mais propenso à tomada de risco no exterior e encerrou a semana perto dos 98 mil pontos. No entanto, com o vaivém das últimas sessões, embalado pela divulgação dos detalhes da reforma da Previdência, o índice ficou praticamente estável no acumulado em cinco pregões.

Após ajustes, o Ibovespa encerrou hoje em alta de 0,98%, aos 97.886 pontos, a apenas um ponto da máxima intradiária de 97.887 pontos. O giro financeiro das ações do Ibovespa foi de fortes R$ 11,4 bilhões. Na semana, porém, o Ibovespa teve leve avanço de 0,37%.

Veja o que influenciou o preço dos ativos na semana

O sobe e desce recente do mercado acompanhou de perto a divulgação do texto da reforma da Previdência, entregue pelo governo ao Congresso. Depois de colocar as expectativas para a reforma “no preço”, o índice continua sem forças para romper a faixa dos 98 mil pontos, mas tampouco ficaria adequado em termos de risco e retorno se retroceder demais.

“Temos um desempenho positivo do Ibovespa hoje como se vê globalmente, mas a atenção ainda é para a reforma da Previdência. O projeto entrou nos preços, então agora fica a expectativa para próximos passos, com o debate junto às comissões da Câmara dos Deputados”, afirma Luis Gustavo Pareira, estrategista da Guide Investimentos.

Nesse momento de espera do investidor, foram os balanços corporativos que calibraram as apostas dos gestores. No caso da gigante varejista Magazine Luiza, o lucro líquido veio ligeiramente acima do esperado, ao subir 14,5% no quarto trimestre ante igual período em 2017, para R$ 189,6 milhões. A ação da empresa subiu 10,43% hoje, acompanhada de forte movimento financeiro, de R$ 665,3 milhões — mais do triplo do giro do pregão de ontem.

A performance da Magazine Luiza foi classificada como positiva pelos analistas, com crescimento da receita acima das expectativas e baixa pressão nas margens devido à diversificação dos serviços. A alta da companhia também transbordou nesta tarde para outras empresas do setor, o que explica o avanço de B2W ON (4,99%).

No caso da empresa de cosméticos Natura (5,93%), também um dos destaques positivos do Ibovespa, a companhia informou que o lucro cresceu 48,6% no trimestre, em base anual, para R$ 381,7 milhões. A produtividade das consultoras no país cresceu, e a companhia informou que pretende ampliar o número de lojas franqueadas de consultoras e pontos de vendas em shoppings neste ano.

Já a CSN (7,55%) colocou o setor de commodities metálicas em evidência, colocando a Vale (3,55%) e a Usiminas (4,42%) no foco do mercado. A CSN contou com uma sequência de informações positivas nos últimos dias, depois de ter demonstrado importante controle da alavancagem no balanço trimestral publicado nesta semana. Além disso, ontem, a empresa informou que vai subir em 10% a 15%, a partir de março, os preços do aço fornecido à indústria.

“CSN é um papel que há muito tempo foi o patinho feio do setor, com riscos e condições de alavancagem que não eram atraentes. Agora, os astros se alinham a favor dela: houve um efeito não recorrente no balanço, mas a melhora operacional é clara”, afirmou Glauco Legat, analista-chefe da corretora Necton.

Na ponta oposta, a Hypera ON (-3,88%) liderou as perdas de ponta a ponta do pregão, também em reação ao balanço da empresa. A receita foi um dos pontos mais preocupantes das demonstrações financeiras, segundo os analistas, ao sofrer retração de 6,5%, mesmo caso da margem operacional.

Fonte Oficial: Valor.

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