O Ministério da Agricultura oficializou nesta segunda-feira (24)
o registro de 42 novos defensivos agrícolas. No entanto, segundo o Mapa, apenas
um produto da lista traz de fato um ingrediente ativo novo. Os demais são
produtos genéricos já existentes no mercado. Com a publicação do ato nº 42 no
Diário Oficial da União de hoje, o total de produtos autorizados desde o início
do ano chega a 211.

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Segundo o ministério, o aumento na velocidade dos registros se
deve a “ganhos de eficiência possibilitados por medidas desburocratizantes
implementadas nos três órgãos nos últimos anos, em especial na Anvisa, que
modernizou seu processo a partir de 2015.”

Ainda conforme informações do Ministério da Agricultura, da nova
lista de 42 registros, 29 são produtos técnicos equivalentes, ou seja,
genéricos de princípios ativos já autorizados no país, para uso industrial.
Outros 12 registros (10 de origem química e dois de origem microbiológica) são
produtos genéricos que já estão prontos para serem usados no controle de pragas
na agricultura brasileira. Em média, os produtos registrados hoje estavam há
quatro anos na fila para aprovação.

A novidade é o herbicida com ingrediente ativo Florpirauxifen-benzil,
que já havia sido liberado pela Anvisa e deve ser direcionado para uso em
culturas de arroz. Segundo o Mapa, o produto apresenta alta eficiência contra a
infestação de diversas plantas daninhas para as quais hoje o produtor rural tem
dificuldades para controlar.

“O
objetivo da aprovação de produtos genéricos é baratear o preço dos defensivos,
o que faz cair o custo de produção e, consequentemente, os preços dos alimentos
para o consumidor brasileiro. Já a aprovação de novos produtos tem como
objetivo disponibilizar novas alternativas de controle mais eficientes e com
menor impacto ao meio ambiente e à saúde humana”, informou o Mapa.

“As
aprovações de novos produtos técnicos equivalentes significam que novas
fábricas estão autorizadas a fornecer ingredientes ativos para fabricação dos
produtos formulados que já estão registrados, possibilitando um aumento na
concorrência no fornecimento industrial destas substâncias”, explicou o
Coordenador-Geral de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária,
Carlos Venâncio.

Para serem registrados, os pesticidas devem ser avaliados e
aprovados pelo Ministério da Agricultura quanto à eficiência agronômica, pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto ao impacto para a
saúde humana e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) quanto aos impactos ao meio ambiente.

Fonte Oficial: Gazeta do Povo

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