O Grand Siena perdeu visibilidade dentro do catálogo da Fiat com a chegada do Cronos, mas continua a ser o sedã zero km mais acessível da marca, com preços na casa dos R$ 40 mil. E para atrair novamente a atenção para o modelo, a montadora ressuscitará a opção movida a GNV de fábrica.

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A intenção da Fiat é não só fisgar quem busca uma alternativa para as oscilações constantes nos preço dos combustíveis convencionais, mas também mirar frotistas e taxistas, que usam com frequência o kit de gás natural veicular, instalado em oficinas especializadas.

O Grand Siena que aceitava quatro combustíveis diferentes (gasolina, etanol, mistura de ambos e GNV) foi produzido na planta de Betim (MG) até 2017, com o sobrenome de ‘Tetrafuel’.

Antes dele, o Siena já saía com o kit GNV da linha de montagem desde 2006. Não se sabe ainda se essa nomenclatura também será resgatada.

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Foto: Divulgação

A informação da volta da tecnologia da Fiat foi dada por Pedro Magalhães, presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) em entrevista ao jornal mineiro O Tempo. Segundo o executivo, a versão ‘Tetrafuel’ não ficará restrita ao Grand Siena, migrando também por outros modelos da marca.

A Fiat fará o anúncio oficial da volta do modelo nesta quarta-feira (17). O modelo deverá vir equipado com o mesmo motor 1.4 Fire EVO, que desenvolvia 85 cv com gasolina, 88 cv com etanol e 75 cv com o GNV.

O consumo na cidade divulgado em 2006 era de 13,0 km/l (g), 9,0 km/l (e) e 14,3 km/m³ (GNV). Na estrada, o consumo era de 17,8 km/l,  12,2 km/l e 22,4 km/m³, com os mesmo combustíveis, respectivamente.

Troca automática de combustíveis

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O Grand Siena virou o sedã de entrada da marca, com preços entre R$ 40 e 50 mil. Foto: Fiat/ Divulgação

No sistema usado anteriormente pelo modelo, a troca dos combustíveis durante a condução era feita de forma automática, por meio de um gerenciamento eletrônico, sem a intervenção do motorista.

Por exemplo, caso fosse necessário mais força, como numa ultrapassagem, a injeção seria de gasolina ou etanol, que entregam mais torque ao veículo do que o GNV.

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A prioridade do dispositivo era gerar economia de combustível, por isso a primeira escolha da central eletrônica recaía no gás. Cada cilindro (eram dois) possuía capacidade para até 6,5 metros cúbicos de gás a 200 bar de pressão.

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Além da vantagem de escolher o tipo de combustível a ser usado na hora de abastecer, o proprietário de um carro movido a GNV é beneficiado com o desconto no IPVA em vários estados, com alíquota de 1% na maioria dos casos.

No Rio de Janeiro, os veículos com gás também são isentos da vistoria anual para a retirada do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo).

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Preço do GNV em alta

O gás natural veicular (GNV) sempre foi uma alternativa para os motoristas que rodam muitos quilômetros por mês. O problema é que, com a alta no preço do combustível, usuários e interessados têm questionado se vale mesmo a pena adotá-lo.

De dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, o gás encareceu em 16 estados brasileiros. Entre as capitais, o preço mais em conta é no Recife (PE), R$ 2,69 o m³, enquanto que o mais alto é João Pessoa (PB), R$ 3,73 o m³.

E é difícil garantir que os aumentos não param por ai… Sem concorrentes diretos, a Petrobras pode alterar o preço do combustível como bem entender.

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Veículos abastecidos com o gás rodam 30% a mais em relação à gasolina no tanque. Por exemplo se um carro faz 7 km com etanol e 10 km com gasolina, ele irá percorrer 13 km com GNV.

Com R$ 100, é possível rodar cerca de 426 km com gás, 245 km na gasolina e 238 km na etanol em Curitiba (PR) ou 465 km (GNV), 245 km (g) e 257 km (e) em São Paulo.

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Ao contrário do que muitos pensam , o GNV não prejudica o motor. Na verdade, ele ajuda a conservá-lo, já que não é corrosivo como combustíveis líquidos e a sua queima não deixa resíduos. O gás também polui de 15% a 20% menos que os combustíveis líquidos.

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Fonte Oficial: Gazeta do Povo

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