O Facebook tem mais um escândalo jurídico para adicionar na sua lista: nesta semana, a rede social levou uma multa de 2 milhões de euros na Alemanha. O Departamento Federal de Justiça germânico aplicou a punição após a rede social violar leis de transparência online presentes no país.

Segundo as informações da Reuters, o Facebook teria sido negligente ao lidar com reclamações relacionadas à postagens com discurso de ódio feitas na rede social e escondido informações dos órgãos de transparência. As leis vigentes no país pedem que os serviços que atuam na web informem quantas reclamações sobre conteúdos ilegais são recebidas pela companhia, mas a empresa teria mentido ao fazer o relatório.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. (Fonte: Wikimedia/Anthony Quintano)

Na segunda metade de 2018, o Facebook declarou que foram recebidas 1.048 queixas no país sobre conteúdo ilegal dentro de sua plataforma, que possui cerca de 28 milhões de usuários na Alemanha e mais de 2 bilhões no mundo inteiro.

O Departamento Federal de Justiça desconfiou dos números por causa dos dados cedidos por concorrentes. Apesar de não serem tão abrangentes quanto a rede social de Mark Zuckerberg no país, Twitter e YouTube declararam mais de 250 mil queixas cada em um ano.

As autoridades alemãs acreditam que o Facebook teria fornecido dados discrepantes em um esforço para garantir melhoras em sua imagem na Alemanha, já que a rede social se envolveu em um grande escândalo de vazamento de dados no ano passado. De acordo com a empresa de marketing Napoleon Cat, a plataforma teria perdido mais de 3,6 milhões de usuários no país desde setembro do ano passado.

Um porta-voz do Facebook comentou sobre a multa e disse que a  lei de transparência não é tão clara e que os dados enviados pela empresa são precisos. Além disso, a  rede social afirmou que quer “acabar com o discurso de ódio da forma mais rápida e efetiva possível e tem trabalhado duro para isso”.

Fonte Oficial: TecMundo.

Comentários/Comments

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do VIP CEO.