“Vamos ter de privilegiar o respeito ao indivíduo para que ele se sinta seguro e que a transformação digital aconteça neste momento como uma questão de sobrevivência do negócio”, analisa Montejorge
(Arte: TUTU) 

Os estabelecimentos que se aliam a uma plataforma online para driblar os prejuízos durante a quarentena descobrem na prática que fidelizar um cliente exige mais do que um simples cadastro. A observação foi feita no quinto episódio da série Mercado & Perspectivas pelo diretor de Comunicação Institucional e Sustentabilidade do iFood, Bruno Montejorge.

No podcast, uma iniciativa da FecomercioSP, o entrevistado explica que a experiência do cliente no delivery deve ser pensada de forma diferente. Ele dá como exemplo o cardápio, que, no digital, exige um trabalho visual maior com a seleção de mais imagens, além de mudança nas opções e na ordem da exibição dos itens nos aplicativos.

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“Nenhum estabelecimento estava totalmente preparado para lidar com a crise, mas em delivery, especificamente, vale a pena considerar que essa é uma oportunidade aos restaurantes que ainda não tinham percebido a necessidade de gerenciar de formas distintas os clientes de delivery e de salão. Vamos ter de privilegiar o respeito ao indivíduo para que ele se sinta seguro e que a transformação digital aconteça neste momento não mais como uma realidade, mas como uma questão de sobrevivência do negócio”, afirma Montejorge.

Outro ponto levantado na conversa é sobre as alterações sofridas no mercado em geral como novos comportamentos de consumo. O iFood detectou desde o início da quarentena um aumento importante de pessoas que, antes, usavam o delivery só no domingo à noite ou uma vez na semana durante o almoço. O isolamento, segundo Montejorge, fez o cliente experimentar a plataforma para fazer pedidos no café da manhã ou no lanche da tarde.

“Também percebemos uma taxa de crescimento da ordem de 80% no número de pedidos de comfort food [alimento consumido com a finalidade de proporcionar alívio emocional ou sensação de prazer em situações de fragilidade], como bolos, pães e sorvetes”, acrescenta o diretor de Comunicação Institucional e Sustentabilidade do iFood.

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Fonte Oficial: FecomercioSP

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