A “campanha dos selinhos” foi uma das campanhas do varejo que mais geraram mídia naturalmente e “boca a boca” entre clientes
(Arte: TUTU)

O novo episódio do podcast da FecomercioSP dá continuidade à série sobre empreendedorismo feminino, comentrevista de Beatriz Ramos, CEO da L – Founders of Loyalty no Brasil e América Latina.

Atualmente à frente da empresa especializada em campanhas de relacionamento, Beatriz atuou na campanha dos selos de fidelidade em uma rede de supermercados. Só em 2017, foram cerca de 50 milhões de selos trocados por facas e talheres na rede varejista. Na entrevista, ela fala da importância de se entender o atual momento do seu consumidor: “As empresas só atingem a fidelidade quando esquecem as próprias metas e realmente se colocam na perspectiva do cliente”.

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A famosa campanha começou quando analisaram o que tinham no mercado: cartões de fidelidade ou opções de troca por produtos de lojas, que não eram muito fáceis de serem obtidos. Além dos processos difíceis, as pessoas que aderiam a esse tipo de fidelização não conseguiam enxergar a razão real pela qual estavam ali, juntando aqueles pontos ou cartões. “O cartão de fidelidade nunca fez o consumidor mudar o comportamento de compra dele”, analisa. Para a CEO, os modelos de fidelização que existiam antes da campanha dos selos não recompensavam os clientes pelo engajamento que tinham.

A “campanha dos selinhos”, como ficou conhecida, foi uma das campanhas do varejo que mais geraram mídia naturalmente e “boca a boca” entre clientes. Ela diz que, além de planejamento, projetos de marketing como o que realizou devem ser fáceis para o consumidor final, além de prezar pela excelência na execução, do início ao fim. Caso contrário, é melhor não fazer nada, porque o risco de não gerar bons resultados é muito pior.

Sobre a presença da mulher em cargos de liderança ou como empreendedoras, ela é enfática ao dizer que, apesar de ser importante, não se cria um ambiente possível para que as mulheres queiram ser líderes. “Se eu não tivesse a flexibilidade que tenho entre trabalho e família, não sei se queria ter o cargo que tenho. Ser uma mãe participativa é tão importante quanto ser presidente de uma empresa”.

Ouça o podcast.

O programa também está disponível no Spotify e no Apple Podcasts.

 

Fonte Oficial: FecomercioSP

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