A Embraer e a Azul Linhas Aéreas assinaram um contrato para um pedido firme de 21 jatos E195-E2. O acordo havia sido revelado inicialmente em uma carta de intenção na feira Farnborough Airshow, em Londres, em julho deste ano (2018). O contrato tem valor de US$ 1,4 bilhão. A primeira aeronave deve ser entregue já em 2019.

Este é um pedido adicional aos 30 jatos E195-E2 encomendados pela companhia aérea em 2015, o que eleva a encomenda firme total da Azul junto à Embraer para 51 aeronaves. O novo contrato será incluído na carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer do quarto trimestre de 2019.

Atualmente, cerca de 100 companhias utilizam os jatos das famílias ERJ e E-Jets, da Embraer, em todo o mundo. A família E-Jets, de aeronaves de médio alcance (entre 80 e 144 passageiros), atualmente está em sua segunda fase, e já registrou quase 1.800 pedidos firmes e 1.500 entregas em todo o mundo.

A expertise da fabricante brasileira em aeronaves de porta médio foi decisiva para a aproximação com a americana Boeing. A principal concorrente da Embraer neste setor é a canadense Bombardier, que recentemente formou uma aliança com a francesa Airbus (principal rival da Boeing).

No início desta semana, o Conselho de Administração da Embraer aprovou a criação de uma joint venture com a Boeing, para criar uma nova empresa de aviação comercial. A “newco” (abreviação do inglês para “nova companhia” é estimada em US$ 5,26 bilhões.

>> 9 questões para entender o negócio entre a Embraer e a Boeing

Pelo acordo, os americanos terão 80% e os brasileiros, 20%. Uma segunda joint-venture, desta vez com 51% de participação da Embraer e 49% da Boeing procurará viabilizar o avião militar multiuso KC-390.

O negócio agora precisa do aval do governo brasileiro, que detém uma “golden share”, ação especial que lhe permite vetar quaisquer negócios em seu Conselho de Administração

Fonte Oficial: Gazeta do Povo

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