Ser dono do próprio tempo, driblar a possibilidade de ser demitido e não ter de lidar mais com as demandas de um chefe chato. Para além de todas essas vantagens, enriquecer, cuidando de algo que é realmente seu. Essas são algumas das razões que têm levado cada vez mais brasileiros a empreender.

Tais motivações, entretanto, são encaradas com ressalvas por Fabio Rodrigues, empresário e autor do livro Na dúvida, não empreenda. Editado pela editora Migalhas, o título será lançado no próximo dia 28, na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo.

Rodrigues foi executivo da Microsoft e da Nokia e hoje está à frente da U5 Marketing, uma empresa que tem entre seus clientes companhias como Claro, Net, Embratel, TIM, Lenovo, Sephora, Accor Hoteis, Herbalife e outros.

O livro é narrado em primeira pessoa e relata a trajetória pessoal de Rodrigues, de executivo que trilhou uma carreira bem-sucedida nas áreas de marketing e vendas até sua decisão de sair da vida corporativa para empreender. Desde 2011, quando deu início a essa empreitada, fundou quatro empresas.

As dificuldades durante essa jornada foram inúmeras e a experiência lhe alçou ao papel de consultor entre seus conhecidos. “Meu livro chega como aquele amigo que nos diz a verdade direta, mesmo que ela seja dura de ouvir”, diz o autor, que nos últimos anos ouviu de vários potenciais empreendedores motivações erradas para a abertura do negócio próprio.

Rodrigues não apenas enumera as razões comuns que julga erradas para empreender, mas chama atenção para pontos importantes na idealização de um novo negócio, mas que muitas vezes são negligenciados por aqueles que almejam empreender.

O peso de ter sócios e funcionários, a importância do domínio de fluxo de caixa, a redução ao máximo dos custos e a necessidade de um backup financeiro são alguns dos temas abordados pelo autor ao longo dos capítulos do livro.

Mortalidade de novas empresas ainda é alta

De acordo com a pesquisa Empreendedorismo no Brasil, realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor), com apoio do Sebrae, e divulgada no primeiro semestre deste ano, são quase 52 milhões de empreendedores no país, entre novatos e donos de negócios já estabelecidos. Esse número corresponde a cerca de 38% da população entre 18 e 64 anos.

O dado mais recente sobre o índice de sobrevivência das empresas, entretanto, não é tão positivo: 48% das micro e pequenas empresas brasileiras morrem em até dois anos, segundo o estudo Sobrevivência das Empresas no Brasil, divulgado também pelo Sebrae no final de 2016.

“Em um ambiente tão abundante no que diz respeito a novos negócios, a concorrência é também gigantesca. Para fazer seu negócio vingar, a pessoa precisa se preparar para empreender. É preciso se dedicar: fazer cursos práticos sobre a área em que vai atuar, montar um plano de negócios e mergulhar naquilo em que busca empreender”, diz Rodrigues.

Mesmo diante de uma infinidade de obstáculos, o autor faz questão de reforçar que seu livro não tem o intuito de desmotivar o aspirante a empreendedor.

“Sou apaixonado pelo empreendedorismo e não quero, jamais, desencorajar o empreendedor. O que eu prego é que esse movimento deve ser feito com muita cautela”, afirma.

Fonte Oficial: StartSe

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