SÃO PAULO  –  Sem notícias frescas sobre a reforma da Previdência, o dólar passou nesta segunda-feira por mais um dia de ajuste pontual enquanto aguarda sinais da política monetária de grandes bancos centrais em todo o mundo. Nesse clima, a moeda americana encerrou o pregão em queda de 0,21% frente ao real, aos R$ 3,7377.

O noticiário local fraco deixa o mercado à mercê do exterior. Lá fora, o destaque da agenda da semana é a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que pode iniciar um ciclo de afrouxamento monetário já na quinta-feira. No dia seguinte, sai a primeira estimativa para o PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre. O dado deve dar mais clareza aos investidores sobre o comportamento do Federal Reserve, que se reúne na semana que vem.

O novo cenário que vem se desenhando, de cortes de juros por todos os grandes bancos centrais, gera dúvidas sobre qual será a trajetória do dólar nos próximos meses. A moeda americana se fortaleceu nos últimos anos por causa do diferencial de crescimento americano com o restante do mundo desenvolvido, mas essa tendência tem dado sinais de arrefecimento em meio a sinais ainda contraditórios de desaceleração da economia do país.

Internamente, a negociação também é calma, com participantes de mercado aguardando ainda a reunião do Copom, na semana que vem, e questões como uma possível paralisação dos caminhoneiros. Mais cedo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, confirmou que a nova tabela de frete – alvo das reclamações da categoria – será suspensa.

Nesse ambiente, o Banco Central prosseguiu com a rolagem de US$ 3,9 bilhões em operações de linha – aquelas de venda com compromisso de recompra. O montante rolado, no entanto, ficou aquém do montante vincendo: US$ 3,4 bilhões.

Fonte Oficial: Valor.

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