Alinhamento com a cultura e os valores da empresa são elementos fundamentais para conquistar esse objetivo

Sair da zona de conforto e ter a inovação como foco não são características exclusivas de quem quer abrir um negócio próprio. Empreender está muito ligado em criar soluções para problemas comuns e, dessas ideias disruptivas, gerar um negócio. Portanto, quem se mantém inquieto e propõe mudanças que acarretam no aumento da produtividade do time e no desenvolvimento de novos negócios, mesmo que em uma organização já estabelecida no mercado, está empreendendo.

Empreender no trabalho é um desafio, pois como estamos sempre focados em demandas operacionais e prazos, pensar em soluções novas e propor melhorias, muitas vezes, acaba ficando em segundo plano.

Aí é que entra o diferencial da cultura empresarial.

Em companhias que entendem o fluxo de trabalho dos colaboradores e promovem o bem-estar com ações para descompressão e incentivo à criatividade — como salas de jogos, momentos de descanso, ambientes pet-friendly — sair da caixinha e pensar além do trabalho do dia a dia é natural.

Neste caso, saem ganhando empresa e funcionário. Por um lado a companhia incentiva que os profissionais se sintam melhor no ambiente do trabalho, sejam mais produtivos e contribuam para o crescimento do negócio; e por outro, os colaboradores se capacitam e têm a oportunidade de crescer na instituição.

Eu já trabalhei em empresas, internacionais inclusive, de diferentes setores como de petróleo, metrologia e microprocessadores. Nelas eu percebi que aprender o core business é essencial para poder ter uma visão sistêmica de todas as áreas, a ponto de conseguir enxergar pontos de melhorias e poder propor mudanças.

Para isso, porém, é preciso ter um alinhamento com a cultura e os valores da empresa, só assim será possível fazer sugestões que façam realmente sentido. Quanto mais engajado o colaborador tiver, melhor será a visão que ele tem do negócio, a percepção da cultura e o aceite de suas sugestões.

Na Cheesecake Labs, que nasceu da amizade de quatro amigos em Florianópolis, entrei como engenheiro de software para contribuir com a programação de aplicativos web e mobile. Com uma cultura inovadora, a empresa possibilitou que eu empreendesse dentro dela e propusesse novas soluções e rotinas em todas as áreas da empresa. A experiência e a visão ampla do negócio possibilitou que, com a saída dos sócios-fundadores para o conselho da empresa, eu pudesse liderar a equipe.

O crescimento profissional, portanto, não depende de uma grande reviravolta. Ele está mais ligado à construção diária de oportunidades e relacionamentos. Se você quer mudar de vida, comece encarando o seu trabalho atual de uma forma diferente e empreenda dentro do cargo. O crescimento é consequência.


Fonte Oficial: IDG Now!.

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