Bancos pedem garantias que as empresas, principalmente as pequenas, não conseguem dar nesse momento
(Arte: TUTU)

A redução da taxa básica de juros, a Selic, para 3% a.a. pelo Banco Central trará poucos benefícios ao empresariado, uma vez que os bancos continuam receosos em conceder crédito em razão do alto risco de inadimplência. O tema e uma possível saída para o problema foram analisados por André Sacconato, economista e consultor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

“Sou pessimista sobre a queda na Selic resultar em crédito mais barato ao empresário. O problema, hoje, no sistema bancário é a percepção de risco das empresas que estão fechadas há quase dois meses por causa da quarentena e das regras de isolamento social. O banco pede mais garantias para as empresas, e elas, principalmente as pequenas, têm poucas para dar nesse momento”, explica Sacconato, em entrevista concedida ao podcast da FecomercioSP.

Para o economista, a resolução está em garantir que os bancos tenham o retorno desses empréstimos por meio da construção de fundos de garantia. “O governo tem de fazer a composição de garantias para o crédito fluir. Somente liberar dinheiro não adianta, porque os valores ficarão parados na conta dos bancos. É preciso criar uma espécie de FGC para os bancos poderem ter a segurança de emprestar mesmo em época de pandemia”, afirma.

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Fonte Oficial: FecomercioSP

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