Novos usuários de telefonia móvel na China são, a partir deste domingo, obrigados a fazer um registro da própria face. Entrou em vigor em dezembro a lei que visa ampliar banco de dados de rostos e, assim, aumentar a eficiência do reconhecimento facial no país.

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A regra havia sido anunciada em setembro pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. De acordo com os reguladores, a medida vai impedir a revenda ilegal de chips de celular e aumentar a segurança digital na China. Analistas, por outro lado, notam mais uma forma de controle estatal sobre a população.

Até este domingo, novos usuários precisavam tirar uma foto do documento de identidade ao realizar o cadastro pela primeira vez. Com a obrigatoriedade do registro facial, o rosto da pessoa é comparado à foto do documento para garantir a veracidade das informações. Desta forma, o ambiente virtual no país torna-se tão vigiado quando as suas ruas – estima-se que há, na China, 170 milhões de câmeras de vigilância, sendo a maioria integrada a softwares de reconhecimento facial e ao banco de dados de rostos.

Reconhecimento facial

Na China, softwares de reconhecimento facial são amplamente utilizados em vários casos. Além de vigilância e segurança, as câmeras nas ruas são usadas para encontrar pessoas desaparecidas – foram cerca de 6 mil casos de sucesso em 2018.

Além disso, o reconhecimento facial está presente na iniciativa privada. Na área da saúde, por exemplo, a tecnologia está ajudando a diagnosticar doenças genéticas em recém-nascidos. Na educação, softwares do tipo fazem parte da rotina universitária – desde a matrícula até a chamada. Pagamentos também estão sendo realizados por meio do reconhecimento da face, inclusive para comprar passagem em algumas estações de metrô do país.

Fonte Oficial: StartSe

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