BRASÍLIA  –  O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, chega amanhã a Brasília e fica na cidade até o dia 2, quando embarca para Cartagena, na Colômbia. Ele virá para a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e terá uma reunião exclusivamente sobre temas comuns aos Estados Unidos e Brasil. Na pauta, a situação política na Venezuela, Nicarágua e Cuba.

“Os Estados Unidos trabalharão com o Brasil para apoiar os povos da Venezuela, Cuba e Nicarágua que lutam para viver em liberdade contra regimes repressivos. Nós acolhemos o compromisso do presidente eleito Bolsonaro de erguer-se contra tiranos”, segundo comunicado do governo americano.

Em Brasília, haverá uma reunião de Pompeo com Bolsonaro, na qual estará o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Em nota, a Embaixada dos Estados Unidos informou que a intenção é promover a “prosperidade, segurança, educação e democracia”.

“A nossa estreita cooperação tem o potencial de tornar nossos países mais prósperos e mais seguros. Juntos, apoiaremos a democracia em todo o Hemisfério Ocidental”, diz a nota.

O comunicado detalha que Estados Unidos e Brasil, as duas maiores economias na região, têm aproximadamente US$ 100 bilhões em comércio bilateral por ano e diz que o governo Bolsonaro marca um novo momento. “Este novo capítulo na democracia do Brasil apresenta-se como uma oportunidade histórica para mais prosperidade no relacionamento bilateral entre os Estados Unidos.”

Pompeo também terá encontros bilaterais com o presidente do Peru, Martin Vizcarra, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. No dia 2, ele embarca para Cartagena onde se reúne com o presidente colombiano, Ivan Duque.

Na Colômbia, o secretário americano afirmou que pretende compartilhar com Duque os “esforços de combate às drogas, a implementação de acordos de paz, o comércio e a resposta à crise regional resultante das desastrosas políticas” desencadeadas pelo governo da Venezuela, Nicolás Maduro.

No comunicado da embaixada americana, há uma síntese dos objetivos da viagem de Pompeo a Brasil e Colômbia. “Nós acolhemos essa oportunidade para forjar uma parceria próxima e abrangente com a democracia mais populosa da América do Sul e a oitava maior economia do mundo.”

Os Estados Unidos tiveram um superávit no comércio de bens com o Brasil de US$ 7,8 bilhões em 2017. De acordo com os americanos, o objetivo é aumentar o comércio e os investimentos no país, incluindo o aumento de oportunidades para negócios americanos em tecnologia, defesa e agricultura.

“As recentes eleições livres e justas no Brasil demonstram a estabilidade e a integridade das instituições democráticas do país”, diz o comunicado. “Como as duas maiores democracias no hemisfério, a nossa parceria está baseada em valores compartilhados e compromissos com a democracia e o Estado de direito, a segurança pública, a educação e os direitos humanos.”

Como já ocorre em parcerias no combate ao crime transnacional, Pompeo disse que a intenção é incrementar ainda mais as ações conjuntas: “Nós procuramos aprofundar a nossa cooperação com o Brasil e a Colômbia contra o crime organizado transnacional, incluindo o combate às drogas, terrorismo e ameaças à paz e à segurança internacionais como a Coreia do Norte.”

Fonte Oficial: Valor.

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