Para evitar saldões e liquidações prejudiciais a empresa em janeiro, é aconselhável a venda consignada 
(Arte: TUTU)

Manter um bom relacionamento com os fornecedores pode auxiliar na manutenção do estoque, ação essencial para o varejista que pretende começar 2019 com as contas em dia. Para evitar saldões e liquidações prejudiciais a empresa em janeiro – mês tradicional para a realização dessas ações –, é aconselhável a venda consignada de uma gama específica de produtos.

Essa estratégia atende o varejista que trabalha com produtos sazonais, como árvores de Natal e enfeites, que podem ser expostos em consignação. Caso a venda seja feita, o fornecedor e o lojista ganham. Os valores serão repassados para o fornecedor em uma data determinada anteriormente.

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No entanto, se a venda não for feita, o vendedor deixa de pagar pelos produtos, mas precisa devolver a mercadoria ao fornecedor sem avarias. Produtos consignados exigem menos gastos com o estoque, pois os produtos sem saída serão devolvidos.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) orienta que, caso não seja possível essa parceria, as aquisições devem ser feitas mediante uma boa condição de prazos de pagamento. Parte dos consumidores faz as compras natalinas a prazo, e, se o lojista não organizar os prazos de recebimentos e os acordados com os fornecedores, isso pode gerar o que se chama comumente de “furo de caixa”.

Essa situação obriga o empresário do varejo a recorrer a promoções, descontos de duplicatas e recebíveis, além de buscar linhas de financiamento e outros instrumentos para conseguir cumprir com os compromissos.

É preciso que o varejista tenha em mente que os meses de janeiro e fevereiro são períodos considerados fracos para as vendas, porque o cliente tem um acúmulo de contas (IPVA, IPTU, etc.), e isso inibe o consumo. Nesse cenário, o lojista tem de se preparar para passar por esses meses com ações que atraiam os clientes, e contrair dívidas torna esse planejamento mais difícil.

Dar grandes descontos para resolver emergências pode, no final das contas, ser negativo para o setor como um todo. Ao anunciar uma promoção, a empresa acaba por pressionar outras a seguir a mesma tática, e isso pode forçar a concorrência a baixar os preços, esquecendo até da margem de lucro.

Fonte Oficial: FecomercioSP

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