A convite do MIT, Bill Gates escolheu dez tecnologias que vão mudar o futuro da humanidade para melhor. As inovações elencadas pelo fundador da Microsoft estão sendo desenvolvidas atualmente e têm alto potencial de impacto positivo na sociedade. “Eu quis escolher coisas que não vão apenas criar manchetes em 2019, mas que retratam o momento atual na história da tecnologia”, explicou o empresário em publicação no MIT Technology Review.

Robôs estão aprendendo a manejar objetos físicos. Hoje, a maioria das máquinas ainda são desajeitadas e estão mais aptas a movimentos repetitivos com itens pré-determinados. O desafio é que os robôs identifiquem formatos e texturas para, assim como um ser humano, utilizar seus membros da forma mais eficiente para segurar, levantar, posicionar ou usar qualquer tipo de artefato.

Novos reatores de fusão e fissão nuclear prometem energia mais segura e barata do que usinas nucelares tradicionais. Embora a fusão nuclear ainda seja um objetivo distante – que não deve ser alcançado até 2030 –, alguns avanços foram feitos no último ano por empresas como a Commonwealth Fusion Systems, da qual Bill Gates é acionista. No caso da quarta geração da tecnologia de fissão nuclear, a previsão é mais próxima: companhias esperam começar a aplicação a partir do ano que vem.

Um exame de sangue poderá prever se uma gravidez apresenta riscos de nascimento prematuro, que é a principal causa de morte de bebês antes dos cinco anos de idade. Uma pesquisa que vem sendo conduzida na Universidade de Stanford desenvolve um método para identificar, através da análise do DNA da mãe, a atividade de genes relacionados a nascimentos prematuros. Com o conhecimento destes casos, médicos podem tomar medidas preventivas para promover maior chance de sobrevivência dos bebês.

Um pequeno dispositivo que captura imagens intestinais já está em uso por pacientes adultos em um hospital de Massachusetts. A pílula, que contém uma microcâmera, auxilia no diagnóstico de doenças do intestino – responsáveis por inúmeros casos de má nutrição no mundo todo – e até câncer em diversas partes do sistema digestivo. A tecnologia substitui a endoscopia, um procedimento caro e muito invasivo que requer anestesia.

Está em fase de testes com pacientes um tratamento que estimula os mecanismos de defesa naturais do corpo humano a combater células cancerígenas. A vacina do câncer é personalizada e aciona a imunidade de cada pessoa contra diversos tipos de tumores malignos. Diferente da quimioterapia, este tratamento é pouco nocivo às células saudáveis, causando menos efeitos colaterais.

A produção de alimentos idênticos a carne em laboratório e a partir de plantas será uma revolução ambiental. Isto porque o consumo de carne no mundo tende a aumentar, enquanto os custos de água, espaço desmatado e combustível em toda a cadeia industrial são muito elevados se comparados aos de proteínas vegetais. Empresas do setor e pesquisadores estão em fase final de ajustes para chegar ao gosto e à textura perfeita e reduzir o preço do produto final. Em um futuro próximo, comer carne não acarretará em um dano ambiental tão relevante. Veja como é um hambúrguer feito de plantas.

  • Captura de dióxido de carbono

O dióxido de carbono, gás que é o principal responsável pelo efeito estufa, está cada vez mais presente na atmosfera. Enquanto muitas iniciativas buscam a redução da emissão, uma tecnologia quer retirar este elemento específico do ar. A ONU concluiu que é necessário remover 1 trilhão de toneladas de CO2 para evitar uma catástrofe ambiental, e as pesquisas neste sentido devem resultar em um projeto viável dentro de uma década. Com ajuda de máquinas, já é possível capturar o dióxido de carbono a um custo razoável – e estão pensando em destinos sustentáveis para ele.

  • Eletrocardiograma no pulso

Já são comuns dispositivos esportivos de pulso que medem o batimento do usuário – mas isto não se configura como um artefato médico. Avanços tecnológicos e aprovações de órgãos reguladores nos EUA estão abrindo caminho, porém, para relógios que de fato funcionam como um eletrocardiograma. Estes smartwatches poderão, em breve, identificar comportamentos estranhos no coração do usuário e alertar para a possibilidade de ataques cardíacos antes que eles aconteçam, como já aconteceu com um homem ao usar um Apple Watch.

Saneamento básico é um dos principais problemas mundiais – mais de 2 bilhões de pessoas não têm redes de esgoto. Pensando nesse público, pesquisadores estão desenvolvendo vasos sanitários que tratam os próprios dejetos e, portanto, não precisam estar ligados a uma estação de tratamento. O custo da tecnologia vem sendo reduzido para se adequar à realidade de países que realmente precisam dela e estará disponível em até dois anos. A inovação também tem a vantagem de gastar menos água do que a que corre pelos longos encanamentos de cidades desenvolvidas.

  • Comunicação de assistentes virtuais

Assistentes virtuais que usam inteligência artificial para auxiliar usuários em diversas tarefas cotidianas já são uma realidade em países desenvolvidos como os EUA. Entretanto, um uso mais eficiente dessa tecnologia esbarra na comunicação. Os assistentes ainda não conseguem entender bem a entonação, os comandos, os sotaques, as sentenças mais complexas – em resumo, a comunicação fica pouco fluida. Este é o grande desafio das grandes marcas de tecnologia, que vem trabalhando para conversar melhor com seus usuários.

Fonte Oficial: StartSe

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