Se antes estudar significava passar horas sentado dentro da sala de aula, ouvindo o professor, hoje a experiência de aprender evoluiu.

Os cursos online e o uso de jogos online aplicados ao ensino, por exemplo, são uma realidade no cenário brasileiro e trazem novas opções para qualquer pessoa que deseja aprender. E esse é apenas o começo.

A realidade virtual, a realidade aumentada e a inteligência artificial são as próximas tecnologias que vão mudar profundamente esse setor.

“As realidades virtual e aumentada ainda são pouco utilizadas, temos um espaço muito grande para elas. É um paradoxo muito grande – ainda existem escolas onde os professores pedem para desligar o celular”, comenta Samir Iásbeck, fundador da edtech Qranio.

Para o empreendedor, a expectativa é que no futuro as crianças aprendam sobre o sistema circulatório do corpo humano observando projeções a partir da realidade virtual. Atualmente, existem startups que realizam esse trabalho, como a Beenoculus.

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Desafio para os professores

No entanto, esse tipo de startup ainda é minoria no país. Segundo o Mapeamento de Edtechs 2018 da ABStartups, elas correspondem a 1,92% das edtechs, como são chamadas as startups de educação.

“O professor terá que trabalhar cada vez mais para orientar, ele não vai falar para abrir o caderno e copiar a matéria. A tecnologia educacional sempre esteve a frente do que é utilizada e o desafio para as edtechs é de trazê-la para as instituições”, comenta o fundador da Qrânio.

A Qrânio está realizando esse trabalho, mas em outro mercado – o corporativo. A edtech realiza treinamentos através de aplicativos, personalizando a solução para a necessidade de cada empresa.

“Além de edtech, nos descobrimos também no setor de hrtech – startups de tecnologia para recursos humanos – ao usar tecnologia de ensino para o treinamento corporativo”, disse Samir.  Neste ano, a startup dobrou o faturamento que teve em 2017.

Uma mudança inesperada

Mas, por mais que a realidade aumentada, virtual, gamificação e inteligência artificial sejam a promessa de revolucionar o setor no ano que vem, algo mais profundo está acontecendo nos bastidores: a necessidade de aprendizado das “soft skills”.

As soft skills são as habilidades comportamentais, algo que está se tornando cada vez mais importante no mercado de trabalho e, por esse motivo, gera a demanda também no ensino.

“A gente está escolhendo um mundo em que cada vez mais o homem fala com máquinas, mas queremos continuar a falar. Então o desenvolvimento humano sempre terá demanda, de pessoas físicas e empresas”, comenta Marcelo Mejlachowicz, fundador da edtech Veduca.

A Veduca é uma startup de educação focada em cursos online para aprendizado e habilidades comportamentais. Neste ano, a startup atingiu R$ 3 milhões de receita – 20% a mais do que no ano passado.

Oceano Azul

“Lançamos muitos cursos legais, inclusive sobre o público LGBT, e começamos a focar na área de desenvolvimento humano. Esse foi o ano de validar essa escolha de focar nisso”, afirmou.

Atualmente, 55% dos alunos da Veduca já possuem o ensino superior completo e estão em busca de ensino complementar. Nos cursos, eles encontram o que pouco é ensinado nas universidades – as softskills.

“Existe um oceano azul gigante para continuarmos crescendo. Quando perguntamos para os alunos do Veduca se já fizeram cursos online ou se é o primeiro, mais de 50% afirma que estão fazendo o primeiro curso online da vida”, comenta Mejlachowicz.

Especial StartSe Edtechs

Fonte Oficial: StartSe

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