O câncer de pele é um dos tipos com maior incidência na população. Agora, um estudo diz que o número de mortes pelo tipo melanoma está aumentando, mas somente entre os homens, enquanto a estimativa está estagnada ou caindo entre as mulheres. Os pesquisadores analisaram países da Europa, América do Norte e Australásia (Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné e algumas ilhas menores da Indonésia). Esse tipo de câncer tem origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina (substância que determina a cor da pele). No Brasil, a maior incidência é do câncer de pele não melanoma, que segue essa perspectiva do estudo: são estimados 85.170 novos casos para o sexo masculino para cada ano do biênio 2018/2019, e 80.410 para o sexo feminino.

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Os pesquisadores analisaram dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as taxas de mortalidade por melanoma entre 1985 e 2015, e identificaram o aumento nas mortes de homens pelo câncer de pele melanoma em 32 dos 33 países incluídos na análise. Portugal registou o maior crescimento das taxas de mortalidade masculina no período avaliado, com um aumento de 192,4%, seguido da Grécia e da Irlanda, que registaram aumentos de 121% e 115,5%, respetivamente. Em relação às mulheres durante o mesmo período, Portugal também lidera com um aumento de 160,7%, seguido pela Grécia, onde as mortes femininas aumentaram 130,6% e Espanha, com aumento de 73,6% entre o público feminino.
De acordo com Murilo Drummond, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o problema está no fato dos pacientes acharem que estão protegidos pelo filtro solar, mas não usarem o filtro solar ideal ou não usarem da maneira correta. “Os homens em especial têm menor adesão ao filtro, o que parece ser o motivo principal do aumento nesse sexo”, destaca Drummond.

Por aqui, a taxa de mortalidade dos dois tipos são próximas: enquanto o câncer de pele não melanoma (o mais frequente) fez 1.769 óbitos, o pele melanoma causou 1.547 mortes. Embora o primeiro tipo tenha alta incidência no Brasil, representando 30% dos tumores malignos registrados, a probabilidade de cura é grande. Já o segundo, apesar de representar apenas 3% das neoplasias malignas, é o mais grave por conta da grande possibilidade de metástase (o prognóstico pode até ser considerado bom, se detectado nos estágios iniciais).

Fonte Oficial: GQ

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