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reforma tributária e startups

A partir desta segunda-feira (3), começou a valer a obrigatoriedade de que sejam preenchidos os campos da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em alguns documentos fiscais eletrônicos. A medida, que faz parte da reforma tributária sobre o consumo, chega primeiro a documentos como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), segundo a Agência Brasil .

Startups e pequenos empreendimentos precisam estar ainda mais atentos a esse cenário. Mesmo que as alíquotas sejam provisórias em 2026 — 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS — o sistema já vai barrar notas sem que esses campos estejam preenchidos, o que pode causar a suspensão de atividades. “O primeiro efeito não será uma multa chegando automaticamente. Está em jogo a operação da empresa, que pode parar se o documento não for autorizado”, alerta Charles Gularte, sócio do escritório de contabilidade Contabilizei, em entrevista ao jornal O Globo .

De acordo com o cronograma definido pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS, os setores vão ser escalonados . Enquanto NF-e, NFC-e e documentos de transporte já estão sendo exigidos a partir de 3 de agosto, as Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e) para a maior parte dos serviços só vão se tornar obrigatórias em 1º de outubro, e as empresas que são optantes pelo Simples Nacional terão até 1º de janeiro de 2027 para se adaptar.

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Para startups que funcionam com modelos de Software como Serviço (SaaS), plataformas digitais ou que atendem clientes em vários estados, a necessidade de adaptação é ainda maior. O novo sistema segue o princípio da tributação no destino, o que demanda sistemas que consigam identificar com precisão onde está o consumidor final e aplicar as regras tributárias correspondentes . Essa transição para o IVA Dual, que é a combinação de CBS e IBS, também cria mais oportunidades para aproveitar créditos tributários, o que vai exigir uma revisão na cadeia de fornecedores.

Também é preciso ter atenção à atualização dos sistemas de gestão (ERPs) e à correta classificação de produtos e serviços. “Os sistemas empresariais precisam reconhecer a natureza da operação, a classificação do produto ou serviço, o local de consumo, o tratamento tributário aplicável e os dados necessários para calcular e informar corretamente os novos tributos”, enfatiza Gularte.

Apesar dos desafios, especialistas consideram a reforma uma chance de modernização. Para as scale-ups que operam em todo o país, o novo modelo promete maior clareza e menos conflitos de interpretação, desde que haja um investimento prévio em tecnologia e governança .

As empresas devem fazer um diagnóstico tributário estratégico e contar com suporte contábil durante a transição, que irá até 2033.

Fonte Oficial: https://startupi.com.br/startups-e-pequenos-negocios-tem-novos-prazos-para-adaptacao-as-notas-fiscais-previstas-pela-reforma-tributaria/

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