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Solução para grande gargalo do Custo Brasil pode estar no mar


Infraestrutura como um todo é essencial na logística brasileira, que, por sua vez, tem um peso enorme no Custo Brasil

Mais de 60% de toda a carga transportada no Brasil ainda segue pelas estradas. Frente às deficiências de infraestrutura que as vias de todo o País sofre (o Custo Brasil), muitas vezes esse preço aparece na nota fiscal de quem compra arroz, feijão ou um eletroeletrônico pela internet. 

Para Luísa Bublitz, presidente da Aliança Navegação e Logística, a saída para balancear a matriz de transporte está no mar. No episódio mais recente do mesacast Mercado & Perspectivas — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, ela explica por que a cabotagem é uma das maiores oportunidades logísticas do País, e por que tão pouca gente usa.

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A barreira, segundo a executiva, não é somente técnica, mas cultural. “A nossa cultura é rodoviária e não vamos mudá-la do dia para a noite. O cliente, acostumado a ligar e ter uma carreta na porta em uma hora, ainda não calcula o que paga por isso em avarias, roubos e prateleiras vazias. A cabotagem exige planejamento de estoque e ajuste na cadeia produtiva, mas entrega previsibilidade e custo menor nas rotas longas, liberando o caminhão para fazer o que faz melhor: as pontas curtas”, explica.

Contudo, há gargalos em infraestrutura, imprevisibilidade jurídica e ausência de simplificação regulatória que precisamos superar para tornar a cabotagem, de fato, mais democratizada. “A infraestrutura como um todo é essencial na logística brasileira, que, por sua vez, tem um peso enorme no Custo Brasil. De nada adianta ter um porto moderno se a via de acesso está congestionada ou se a conexão com a ferrovia não funciona. A burocracia gera retrabalho e atraso. E logística é tempo. Essa insegurança jurídica trava os investimentos de longo prazo que o setor precisa para crescer. Não tem como investirmos, enquanto empresa privada, se não conseguirmos enxergar além da próxima gestão”, adverte.

Nesse sentido, um ponto positivo da Reforma Tributária para o setor, segundo ela, será ajudar a reorganizar, de vez, a lógica dos corredores logísticos. Hoje, empresas definem rotas com base em benefícios fiscais de determinados Estados, não pelo que faz sentido operacional. Com o novo modelo, a tendência é que o critério passe a ser econômico. “Vamos sair desse fluxo de corredores logísticos que não fazem sentido”, avaliou.

O episódio completo discute ainda o impacto do acordo Mercosul–União Europeia para a cabotagem e as oportunidades para as pequenas empresas nesse mercado. Assista!

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Fonte Oficial: https://www.fecomercio.com.br/noticia/solucao-para-grande-gargalo-do-custo-brasil-pode-estar-no-mar

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