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São Paulo exige mais horas de trabalho para comprar comida

Um trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer, em média, 46,13% do rendimento líquido para comprar a cesta básica nas 27 capitais pesquisadas em fevereiro deste ano, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

O estudo também mostra que São Paulo foi a capital onde foi necessário trabalhar mais tempo para adquirir alimentos: 115 horas e 45 minutos por mês. Na outra ponta do ranking aparece Aracaju, com 76 horas e 23 minutos. O relatório ainda estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ter sido de R$ 7.164,94 em fevereiro, valor calculado com base no custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo.

Os dados revelam quanto a compra de alimentos básicos pesa no orçamento de quem recebe o piso nacional. O cálculo considera o salário mínimo já com o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social, o que resulta no chamado rendimento líquido usado como base para medir o comprometimento da renda.

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São Paulo lidera ranking de horas de trabalho para comprar comida

De acordo com o levantamento da Conab e do Dieese, São Paulo foi a capital em que o trabalhador precisou dedicar mais horas de trabalho no mês para comprar alimentos da cesta básica.

Na capital paulista, o total chegou a 115 horas e 45 minutos.

Em seguida aparecem:

  1. Rio de Janeiro, com 112h14;
  2. Florianópolis, com 108h14.

Esses números mostram que, entre as capitais pesquisadas, essas cidades exigiram maior esforço mensal de trabalho para a compra da cesta básica em fevereiro.

Aracaju registra menor tempo de trabalho necessário

Na outra extremidade do ranking ficou Aracaju.

Segundo o relatório, na capital sergipana foram necessárias 76 horas e 23 minutos de trabalho para comprar a cesta básica.

O dado coloca Aracaju como a cidade com menor exigência de tempo de trabalho entre as 27 capitais pesquisadas no levantamento de fevereiro.

Ranking mostra diferença entre capitais

O infográfico divulgado com base nos dados da Conab e do Dieese detalha o número de horas mensais de trabalho necessárias para adquirir alimentos em cada capital.

O ranking apresentado é o seguinte:

  1. São Paulo – 115h45
  2. Rio de Janeiro – 112h14
  3. Florianópolis – 108h14
  4. Cuiabá – 107h44
  5. Porto Alegre – 106h47
  6. Campo Grande – 105h54
  7. Vitória – 102h37
  8. Curitiba – 101h11
  9. Belo Horizonte – 100h01
  10. Goiânia – 99h16
  11. Brasília – 96h38
  12. Palmas – 94h22
  13. Fortaleza – 94h03
  14. Belém – 91h29
  15. Macapá – 89h41
  16. Boa Vista – 89h28
  17. Teresina – 88h02
  18. Rio Branco – 85h45
  19. São Luís – 85h30
  20. Manaus – 85h21
  21. João Pessoa – 83h58
  22. Salvador – 83h52
  23. Natal – 83h43
  24. Recife – 83h04
  25. Maceió – 81h58
  26. Porto Velho – 81h40
  27. Aracaju – 76h23

A lista evidencia diferenças relevantes entre as capitais, tanto no topo quanto na base do levantamento.

Salário mínimo líquido teve comprometimento médio de 46,13%

Além de medir o tempo de trabalho necessário para comprar alimentos, a pesquisa também mostra qual parcela do salário mínimo líquido foi consumida pela cesta básica.

Em fevereiro deste ano, o comprometimento médio foi de 46,13% nas 27 capitais analisadas.

O cálculo considera o salário mínimo já descontado da contribuição de 7,5% para a Previdência Social.

Esse percentual representa quanto do rendimento disponível do trabalhador foi usado apenas para a compra dos alimentos básicos da cesta.

São Paulo também lidera no peso da cesta sobre a renda

No ranking de comprometimento do salário mínimo, São Paulo também aparece na primeira posição.

Segundo o levantamento, 56,88% do salário mínimo foi gasto com a cesta básica na capital paulista.

No outro extremo, Aracaju ficou no fim da lista, com 37,54% do salário comprometido.

Os dados reforçam que as duas capitais aparecem, respectivamente, como a de maior e menor peso da cesta básica sobre o rendimento do trabalhador entre as cidades pesquisadas.

Percentual gasto com comida varia entre as capitais

O infográfico também detalha o percentual do salário mínimo líquido usado para comprar alimentos em cada capital.

O ranking divulgado é o seguinte:

  1. São Paulo – 56,88%
  2. Rio de Janeiro – 55,15%
  3. Florianópolis – 53,19%
  4. Cuiabá – 52,94%
  5. Porto Alegre – 52,48%
  6. Campo Grande – 52,04%
  7. Vitória – 50,43%
  8. Curitiba – 49,72%
  9. Belo Horizonte – 49,14%
  10. Goiânia – 48,77%
  11. Brasília – 47,49%
  12. Palmas – 46,37%
  13. Fortaleza – 46,22%
  14. Belém – 44,96%
  15. Macapá – 44,07%
  16. Boa Vista – 43,96%
  17. Teresina – 43,26%
  18. Rio Branco – 42,14%
  19. São Luís – 42,02%
  20. Manaus – 41,94%
  21. João Pessoa – 41,26%
  22. Salvador – 41,21%
  23. Natal – 41,14%
  24. Recife – 40,81%
  25. Maceió – 40,28%
  26. Porto Velho – 40,13%
  27. Aracaju – 37,54%

O levantamento aponta a diferença de peso da cesta básica no orçamento conforme a capital analisada.

Relatório estima salário mínimo necessário em R$ 7.164,94

Outro dado apresentado no relatório é a estimativa de qual deveria ser o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família.

Em fevereiro, esse valor foi calculado em R$ 7.164,94.

Segundo o texto, esse montante equivale a cerca de quatro vezes o piso atual de R$ 1.621.

O cálculo foi feito com base no custo da cesta básica mais cara do país, que naquele mês foi a de São Paulo.

O que mostram os dados sobre cesta básica nas capitais

Os números divulgados pela Conab e pelo Dieese mostram dois recortes do custo da alimentação básica nas capitais brasileiras.

O primeiro recorte mede o tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica.

O segundo mostra quanto do salário mínimo líquido precisa ser destinado à compra desses alimentos.

Em ambos os casos, São Paulo aparece com o resultado mais elevado, enquanto Aracaju registra o menor comprometimento entre as capitais analisadas.

Cálculo considera salário com desconto da Previdência

O levantamento usa como base o salário mínimo líquido, e não o valor bruto.

Isso significa que o cálculo considera o salário após o desconto de 7,5% referente à contribuição para a Previdência Social.

Essa metodologia foi usada para medir a fatia efetiva da renda disponível comprometida com alimentos básicos no mês.



Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/noticias/75659/sao-paulo-exige-mais-horas-de-trabalho-para-comprar-comida/

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