O ciclo de 2026 de assessorias com base no Modelo de Maturidade em Integridade Pública (MMIP) foi iniciado com a realização das reuniões junto ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), no dia 4 de Fevereiro em Fortaleza (CE), e junto ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), no dia 11 de fevereiro. As iniciativas deram sequência ao trabalho realizado no último ano junto às unidades do Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (Sitai).
“O fortalecimento da integridade pública é um dos determinantes para o aumento da confiança da sociedade nas instituições públicas, segundo a OCDE. O papel da CGU, enquanto órgão central do Sitai é, além de monitorar e avaliar a atuação das unidades setoriais, contribuir para que todas os órgãos e entidades federais aumentem o seu nível de maturidade em integridade pública”, disse a secretária de Integridade Pública da CGU, Patricia Alvares.
O processo consolida uma nova etapa do projeto pela CGU, com foco na implementação prática dos processos estruturantes de gestão da integridade. Em 2025, foram realizadas 80 assessorias, e em 2026 serão 60 unidades do Poder Executivo Federal.
“No ano passado o esforço alcançou 40% das unidades e, neste ano, alcançará mais 30%. Como resultado desse esforço, que envolve a CGU em Brasília e em todos os estados, órgãos e entidades, temos nos comprometido com ações estruturantes que certamente nos permitirão uma mudança cultural importante, fortalecendo a integridade pública federal”, ressaltou Simone Gama Andrade, diretora de Integridade Pública da CGU.
O projeto conta com a atuação das Superintendências Regionais da CGU, por meio dos Núcleos de Ações de Ouvidoria e Prevenção da Corrupção (Naops), sob supervisão técnica da Secretaria de Integridade Pública (SIP), em Brasília. A iniciativa integra as metas estabelecidas no Plano Plurianual da CGU (2024-2027) e no Plano de Integridade e Combate à Corrupção (2025–2027), reforçando o compromisso institucional com o fortalecimento da governança pública.
As agendas incluíram reuniões técnicas para apresentação do projeto e de suas etapas, esclarecimento de dúvidas e alinhamento de expectativas, com a participação das respectivas Unidades Setoriais de Integridade (USI).
Critérios de seleção
Para o exercício de 2026, dois critérios principais orientaram a seleção das unidades a serem assessoradas:
1 – Ministérios
Os ministérios foram priorizados em razão da posição estratégica que ocupam na estrutura do Poder Executivo Federal, como instâncias centrais de formulação, coordenação e supervisão de políticas públicas. O fortalecimento da gestão da integridade nesses órgãos produz efeito sistêmico, uma vez que suas diretrizes, orientações e práticas influenciam diretamente as entidades vinculadas e os setores sob a sua responsabilidade. Ao estruturar processos de integridade nos ministérios, amplia-se a capacidade de indução de boas práticas em toda a administração pública federal.
2 – Instituições Federais de Educação Superior (IFEs)
As Instituições Federais de Educação Superior foram selecionadas considerando sua capilaridade territorial, autonomia administrativa e relevância na execução de políticas públicas educacionais. Tratam-se de instituições com estruturas descentralizadas, múltiplas unidades acadêmicas e significativa gestão orçamentária e contratual. Esse contexto demanda arranjos robustos de governança, gestão de riscos e mecanismos de prevenção, de modo a assegurar padrões consistentes de integridade em ambientes organizacionais complexos.
Modelo de Maturidade em Integridade Pública (MMIP)
O Modelo de Maturidade em Integridade Pública foi desenvolvido para estabelecer diretrizes e orientações claras sobre o que se espera de uma gestão da integridade capaz não apenas de promover a conformidade de condutas, mas também de assegurar a priorização do interesse público e a consolidação de uma cultura organizacional orientada à geração de valor público.
O MMIP constitui a principal referência técnica para órgãos e entidades do Poder Executivo Federal na estruturação e no aprimoramento de seus programas de integridade.
Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação
O Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal (Sitai) é responsável por coordenar e articular as atividades relativas à integridade, à transparência e ao acesso à informação, bem como por estabelecer padrões para as práticas e medidas relacionadas a essas temáticas, no âmbito dos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.