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Brasil assume a presidência do Roteiro da Taxonomia, alinhado aos desdobramentos da COP30

O Comitê Diretor do Taxonomy Roadmap Initiative é uma resolução lançada durante a COP 29, no Azerbaijão, e propõe a interoperabilidade entre taxonomias sustentáveis

 

Roteiro da Taxonomia (Taxonomy Roadmap Initiative em inglês – TRI)  é uma iniciativa lançada em 2024 durante a COP29 no Azerbaijão, fruto da colaboração entre o Banco Central do Azerbaijão (CBAR) e a Corporação Financeira Internacional (IFC), por meio da Rede de Bancos e Finanças Sustentáveis (SBFN). Desde sua concepção, o Brasil, por intermédio do Ministério da Fazenda, tem participado ativamente das discussões voltadas à estruturação da plataforma, que atualmente alcança um estágio de maior maturidade e ingressa em seu processo de institucionalização.

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A primeira reunião da TRI de 2026, realizada em 23 de janeiro, teve como objetivo definir os parâmetros de governança. Na ocasião, ficou decidido que a TRI será estruturada a partir de um Secretariado, responsável pela coordenação técnica e pela condução das atividades administrativas, e de um Comitê Diretor, incumbido de orientar as decisões estratégicas da iniciativa.

O Secretariado será composto por Rustam Tahirov e Delgermaa Begz, representantes, respectivamente, do Banco Central do Azerbaijão (CBAR) e da Corporação Financeira Internacional (IFC).

Para a presidência do Comitê Diretor, foi eleito Matias Cardomingo, subsecretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda, na condição de representante do Brasil. A designação está alinhada à presidência brasileira da COP30, vigente até 1º de dezembro de 2026.

Entre as prioridades do Brasil no âmbito da TRI, destacam-se o mapeamento de estudos de caso sobre taxonomias e o fortalecimento da representação regional da iniciativa.

Taxonomias sustentáveis são regras que ajudam a identificar quais atividades econômicas realmente ajudam o meio ambiente e a sociedade. Guias que mostram o que pode ser considerado sustentável de verdade, para evitar enganos e falsas promessas ambientais. Em suma, são classificações oficiais do que é sustentável, usadas por governos, bancos, empresas e investidores para que possam se certificar de que seus investimentos estão alinhados a diretrizes confiáveis de sustentabilidade.

A iniciativa discute e procura implementar a interoperabilidade destes instrumentos de regulação das finanças sustentáveis, permitindo fluxo célere de investimentos entre diferentes países, cujas taxonomias são criadas em função de prioridades econômicas, ambientais e sociais próprias. O Roteiro se propõe a apoiar os esforços para que países emergentes e em desenvolvimento possam construir taxonomias interoperáveis, oferecendo clareza para investidores internacionais sobre os requisitos de conformidade entre diferentes jurisdições. 

Participam da TRI instituições de reconhecido prestígio, a exemplo do  do Programa da ONU para o Meio Ambiente – Iniciativa Financeira (Unep FI, na sigla em inglês), da Plataforma Internacional de Finanças Sustentáveis (IPSF),  da Corporação Financeira Internacional (IFC), da Rede de Bancos e Finanças Sustentáveis (SBFN), da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), da Assessoria da União Europeia em Finanças Sustentáveis, da rede Princípios para o Investimento Responsável (PRI), entre outros.

Fonte: gov.br/fazenda/pt-br

Imagem: Internet

Fonte Oficial: https://portaldocomercio.org.br/diario-executivo/brasil-assume-a-presidencia-do-roteiro-da-taxonomia-alinhado-aos-desdobramentos-da-cop30/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-assume-a-presidencia-do-roteiro-da-taxonomia-alinhado-aos-desdobramentos-da-cop30

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