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ABDI destaca avanço da economia circular na COP30

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) destacou, nesta segunda-feira (11), o protagonismo da indústria brasileira na transição para uma economia mais sustentável durante o Fórum COP30 – A Discussão é de Todos, promovido pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). O evento foi realizado na Free Zone Cultural, na Praça da Bandeira, em Belém (PA).

O presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, participou do painel “Economia Circular: Modelos que Fazem a Diferença”, que reuniu lideranças da indústria e da sustentabilidade para debater caminhos concretos rumo a uma produção mais limpa, eficiente e inclusiva.

Durante sua fala, Cappelli destacou o papel da Agência na formulação e implementação de políticas industriais voltadas à circularidade. Ele apresentou os avanços da plataforma Recircula Brasil, desenvolvida em parceria com a Abiplast e reconhecida pela ONU como referência internacional em certificação de plástico reciclado.

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“A plataforma permite rastrear origem, volume e massa de materiais recicláveis com base na nota fiscal eletrônica — algo que poucos países possuem”, afirmou Cappelli.

Segundo ele, a tecnologia já certificou mais de 40 mil toneladas de plástico e será expandida para outros segmentos industriais, como o de alumínio, em articulação com o Ministério do Meio Ambiente e o MDIC.

O presidente também enfatizou a importância de valorizar o trabalho das redes de catadores, que ainda enfrentam condições precárias. “Não adianta falar de sustentabilidade se quem realiza o serviço ambiental fundamental continua vivendo na miséria”, reforçou.

O painel foi mediado por Roseli Nogueira Machado, head de Governança Corporativa, Sustentabilidade e Responsabilidade Social do Grupo ReciclaBR, e contou ainda com Elizabeth Shie, head regional de Projetos Estratégicos da Novelis América do Sul, e Lígia Camargo, diretora de Sustentabilidade da Heineken.

Elizabeth Shie apresentou os resultados da Novelis no uso de alumínio reciclado. A empresa, líder global em laminação e reciclagem do material, opera 14 centros de coleta no Brasil, responsáveis por receber e processar sucata que retorna ao ciclo produtivo.

“A média de conteúdo reciclado do nosso alumínio hoje é de 80%, que fornecemos para diversos setores. Isso representa uma redução expressiva de CO₂, com 95% menos emissões”, explicou Shie.

Já Lígia Camargo destacou as ações da Heineken voltadas à circularidade das embalagens e à inclusão produtiva.

“Temos iniciativas que contemplam o pós-consumo e a reciclagem de embalagens, com investimentos em projetos estruturantes voltados a catadores e cooperativas”, afirmou, reforçando o compromisso da companhia com modelos de produção mais sustentáveis.

A participação da ABDI ocorre em um momento de expansão do setor de alumínio, considerado pilar da economia circular no Brasil. De acordo com o anuário estatístico da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), em 2024 o setor registrou R$ 159,3 bilhões em faturamento, um crescimento de 21,2%, e R$ 6,4 bilhões em investimentos.

Panorama do setor de alumínio

A produção de alumínio primário avançou 8,8%, alcançando 1,109 milhão de toneladas, enquanto o consumo doméstico atingiu 1,9 milhão de toneladas de produtos transformados — um recorde histórico. O consumo per capita subiu para 8,8 kg por habitante/ano.

A cadeia do alumínio segue com forte impacto na economia nacional, respondendo por 6,4% do PIB Industrial, com R$ 53,8 bilhões em impostos pagos e 141 mil empregos diretos em 2024. No comércio exterior, o setor registrou superávit de US$ 3,375 bilhões, um aumento de 25,3% em relação ao ano anterior.

Fonte Oficial: https://www.abdi.com.br/abdi-destaca-avanco-da-economia-circular-na-cop30/

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