A tecnologia está transformando todos os setores da sociedade, e com a educação não é diferente. A consultoria McKinsey divulgou um relatório em que apresenta as principais tendências e oportunidades para o Brasil em 2020. O material destaca, entre outros temas, elementos responsáveis por mudanças estruturais no modelo educacional do país. Veja, a seguir, alguns dos pontos citados no estudo.

Gap de oportunidades no Ensino Superior

Em 2018, 6,8 milhões de pessoas prestaram o ENEM – teste para formados no Ensino Médio que promove ingresso no Ensino Superior. No entanto, apenas 3,4 milhões estavam matriculados em universidades no período. Há, então, um gap de mais de 3 milhões de brasileiros que pretendem cursar ensino superior, mas não estão alocados.

O estudo demonstra, assim, que há uma crescente demanda por qualificação profissional, ainda que o Brasil seja o maior país do mundo em vagas no Ensino Superior privado. Esta demanda, por sua vez, cria uma série de oportunidades, descritas nos tópicos a seguir.

Ensino a Distância lidera crescimento no setor

Desde 2010, o número de estudantes matriculados no Ensino Superior, no Brasil, cresce 6% ao ano. Por outro lado, o Ensino a Distância (EAD) apresenta crescimento de 20% ao ano no mesmo período. Hoje, 40% dos estudantes estão nessa modalidade educativa online.

Esta tendência é explicada, de acordo com a McKinsey, por dois fatores principais. O primeiro é o custo. O ticket médio mensal de um curso superior presencial no Brasil é de cerca de R$ 800, enquanto no EAD o valor é 68% menor, próximo de R$ 260 ao mês. O segundo motivo é a capilaridade: apenas 20% dos municípios do país têm cursos superiores presenciais à disposição.

Mercado não regulado está cada vez mais relevante

Enquanto os cursos de ensino superior regulados pelo Ministério da Educação não suprem a demanda, diversas empresas do setor educacional surgem e prosperam no Brasil com cursos não regulados. Em 2018, este mercado representava R$ 14 bilhões, e a tendência é que ele cresça entre 5% e 9% ao ano até 2021.

De acordo com a McKinsey, há 748 edtechs no Brasil, que receberam US$ 67 milhões em investimentos nos últimos 18 meses. O estudo afirma que, cada vez mais, estas startups são “ferramentas de aprendizado importantes para o lifelong learning”. A StartSe é uma das empresas que faz parte desta tendência e oferece cursos online e conferências em educação, como a Edtech Conference.

YouTube é a maior universidade do Brasil

O YouTube é a principal ferramenta de educação do Brasil. Nove a cada dez usuários da plataforma de vídeos no país têm o hábito de estudar e pesquisar por conteúdos educativos. Isto representa quase 90 milhões de pessoas acostumadas a utilizar o YouTube com este propósito.

O relatório da McKinsey exemplifica esta tendência com três professores brasileiros que estão fazendo grande sucesso no YouTube. São eles: Noslen Borges, focado em português e literatura, com 2,5 milhões de seguidores; Débora Aladim, que leciona história e tem 2,4 milhões de seguidores; e Ferretto Matemática, que, como o nome do canal diz, dá aulas de matemática em vídeo para todos os níveis e conta com 2,3 milhões de “alunos”.

Soft skills são a nova prioridade

“O foco das habilidades do século XXI para os alunos está mudando”, afirma o estudo da McKinsey. Se até 2015 a prioridade era ensinar habilidades de resolução de problemas específicos, hoje a tendência é focar em características emocionais, de caráter, e criatividade – as chamadas soft skills.

Segundo o material, as habilidades cuja importância mais cresce na educação são pensamento crítico, inteligência emocional, tomada de decisões e flexibilidade cognitiva. Estas tendências estão intimamente relacionadas com as demandas do mercado de trabalho, que tem valorizado cada vez mais estas habilidades inerentes a todos os setores e áreas de atuação.

Fonte Oficial: StartSe

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