in

SP2B foi legal, mas não foi legal

Foi um belo palco, em meio ao exuberante Parque do Ibirapuera e com parcerias de peso na promoção e no patrocínio. A SP2B, mesmo em seu primeiro ano, deu uma prova do profissionalismo na execução e seguiu o procedimento formal das grandes conferências. Mesmo assim, não conseguiu ser relevante. Foram muitas salas vazias e diversas discussões distantes da realidade produtiva. 

O objetivo parecia ser colocar o ecossistema nacional no coração das tendências do mundo, mas esbarrou na falta de público e, mais importante, na falta de debates. O resultado foi um encontro autorreferencial que evidenciou o abismo entre forma e conteúdo no universo tecnológico.

Do lado do público, certamente há quem dê mais importância à aparência dos grandes painéis do que à solução de problemas históricos de produtividade. E a procura por modelos estrangeiros, caso claro e declarado da SP2B, que não se conectam à economia real gera grandes eventos, mas que não têm um impacto transformador.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

E o perigo de não se incomodar com isso é mantermos um modelo de negócios baseado em discurso bonitos, sem ir além disso, e uma certa (e até vergonhosa) arrogância corporativa. Sem discussões francas sobre como aumentar a produtividade do setor privado ou sobre as necessidades de infraestrutura do país, por exemplo, corremos sempre o risco de transformarmos grandes eventos, cheios de executivos e pensadores, num “samba de uma nota só”. E o Brasil tem muita música de ideias para aceitar isso.

A maturidade do ambiente empresarial no Brasil não se alcançará com a criação de congressos bem intencionados, mas superficiais. Ao fim, estará na habilidade de aplicar tecnologia às questões reais que o país enfrenta que será ancorado o sucesso de uma reunião executiva, seja de 2 pessoas numa sala fechada, seja de centenas em pavilhões bem decorados e no meio do “Ibira”.

Pode ser desconfortável pensar deixar o glamour dos palcos para “arregaçar as mangas” na transformação produtiva que o Brasil exige, mas, não há outro caminho. E ele é urgente.

Fonte Oficial: https://startupi.com.br/sp2b-foi-legal-mas-nao-foi-legal/

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

pleno emprego startups talentos