O Jota, assistente financeiro e pessoal que funciona dentro do WhatsApp e em aplicativo próprio, captou R$ 150 milhões (US$ 30 milhões) em uma rodada Série A liderada pela Haun Ventures. A operação reúne ainda a HOF Capital e Alter Global, que acompanham a empresa desde a rodada seed, além da Greyhound Capital, e de um grupo de investidores globais que enxergam na inteligência artificial a próxima virada na forma como as pessoas trabalham, tomam decisões e cuidam do próprio dinheiro.
O aporte coincide com o lançamento do Jota 2.0, a maior virada do produto desde a estreia: a passagem de um assistente que responde quando perguntado para um agente que se antecipa. Em vez de esperar o comando do cliente, o Jota 2.0 categoriza os gastos automaticamente, controla despesas, organiza as contas e produz insights proativamente. Nos primeiros testes, o engajamento foi de até cinco vezes o da versão anterior.
É o segundo aporte que a empresa recebe em pouco mais de um ano. No início de 2025, o Jota havia captado R$ 60 milhões em uma rodada seed liderada pela MAYA Capital, com participação da HOF Capital, Big Bets, Alter Global e North Ventures. Desde então, partindo do zero, chegou a cerca de 300 mil clientes e R$ 3,5 bilhões em volume transacionado anualizado.
A tese do Jota é que a principal interface financeira será uma conversa. Boa parte dos empreendedores brasileiros nunca chegou a uma planilha de Excel: administra o negócio de cabeça e no caderninho, anotando à mão o que entra, o que sai e quem ficou devendo. Em vez de exigir que essas pessoas aprendam a operar mais um sistema, o Jota faz o caminho inverso: entende o que o cliente precisa, por texto, áudio ou foto, e executa.
“A gente quer aposentar o caderninho”, diz Davi Holanda, fundador e CEO do Jota. “Quem empreende precisa vender, atender e fazer o negócio crescer, não passar a noite somando conta no papel. O Jota é o principal parceiro de quem toca tudo sozinho.”
Com o Jota, o empreendedor controla o dinheiro sem abrir planilha, apps de banco ou caderninho. Ele cobra clientes, vende no cartão em até 12x sem precisar de maquininha, registra quem ficou devendo e realiza pagamentos, pelo Whatsapp ou em seu app conversacional. A partir disso, o Jota lembra proativamente quem deve, quais boletos vencem, o que entrou, o que saiu, deixa o saldo rendendo enquanto o negócio roda, além de ter insights para tomar melhores decisões financeiras.
“Nosso objetivo nunca foi criar mais um aplicativo financeiro”, afirma Holanda. “Estamos construindo um assistente que ajuda milhões de brasileiros a ganhar tempo, gastar menos e decidir melhor todos os dias. Acreditamos que, daqui a alguns anos, a principal forma de cuidar do dinheiro vai ser conversando”.
Com os recursos da Série A, o Jota pretende acelerar o desenvolvimento de sua infraestrutura de inteligência artificial e expandir as funcionalidades do assistente, antecipando entregas que já faziam parte da visão de longo prazo da empresa. Entre as frentes em estudo está a oferta de crédito em contexto, no momento exato em que o cliente precisa de liquidez.
“Os melhores produtos financeiros são aqueles que se integram naturalmente à forma como as pessoas já vivem e trabalham”, afirma Diogo Monica, General Partner da Haun Ventures. “O Jota fez exatamente isso ao construir um assistente que encontra o empreendedor brasileiro onde ele já está, no WhatsApp, falando a sua língua e do seu jeito. O Jota é um dos produtos mais promissores que vimos surgir no segmento de finanças conversacionais, e temos orgulho de liderar esta rodada Série A”.
Fonte Oficial: https://startupi.com.br/jota-levanta-r150-milhoes/