Da aderência aos CPCs e normas do IBAPE à inovação com softwares de rastreabilidade: como a integração entre consultoria especializada e tecnologia define o futuro do Ativo Imobilizado.
No cenário empresarial contemporâneo, a gestão do ativo imobilizado deixou de ser uma atividade meramente burocrática ou de “chão de fábrica” para assumir um papel central na governança corporativa e na estratégia financeira. Empresas de grande e médio porte enfrentam hoje um desafio duplo: garantir a conformidade rigorosa com as normas contábeis internacionais (IFRS) e nacionais e, ao mesmo tempo, extrair inteligência operacional de seus bens físicos.
A gestão patrimonial profissionalizada transcende a simples contagem de bens. Ela é a espinha dorsal que sustenta a veracidade dos balanços patrimoniais, impacta diretamente o EBITDA e assegura a transparência exigida por auditores, acionistas e instituições financeiras. Quando realizada de forma incipiente, a desorganização patrimonial gera ressalvas em auditorias, pagamentos indevidos de impostos e distorções nos resultados operacionais.
Este artigo explora as etapas cruciais de um projeto de organização patrimonial robusto, a legislação pertinente (CPC 01, CPC 27, CPC 46), as metodologias de avaliação e o papel transformador da tecnologia — desde o BPO até softwares de gestão em tempo real — analisando as soluções de mercado que vão de gigantes como IBM e Deloitte a especialistas dedicados como a AXS Consultoria Empresarial.
O Arcabouço Legal e Normativo: A Base da Governança
Para que a gestão patrimonial tenha validade legal e fiscal, ela deve ser alicerçada em normas técnicas rigorosas. O descolamento entre o físico e o contábil é, frequentemente, fruto do desconhecimento ou da aplicação superficial destas normas.
CPC 27 – Ativo Imobilizado
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 27 dita as regras para o reconhecimento, mensuração e divulgação dos ativos. A norma exige que a empresa controle não apenas o custo de aquisição, mas também a vida útil econômica do bem e seu método de depreciação. O desafio aqui é manter a “vida útil” atualizada, refletindo o uso real do bem, e não apenas as taxas fiscais padrão.
CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment)
Talvez um dos testes mais críticos para a saúde financeira, o Impairment Test (CPC 01) verifica se o ativo não está registrado por um valor superior ao seu valor recuperável. Em tempos de volatilidade econômica, a capacidade de uma empresa realizar este teste periodicamente — e com precisão técnica — é o que separa balanços sólidos de balanços “inchados”.
CPC 46 – Mensuração do Valor Justo
Quando falamos de valor de mercado, o CPC 46 estabelece a hierarquia para mensuração do valor justo (Fair Value). É fundamental para operações de fusões e aquisições (M&A), garantias bancárias e seguros.
ABNT e IBAPE
No Brasil, a execução técnica dessas avaliações deve seguir as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), especificamente a NBR 14.653, e as diretrizes do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE). Laudos que não seguem o rigor da engenharia de avaliações do IBAPE carecem de credibilidade e podem ser contestados judicialmente.
Etapas de um Processo de Organização Patrimonial Profissional
A implementação de uma gestão patrimonial de excelência não é um evento único, mas um processo cíclico e estruturado. A seguir, detalhamos as etapas indispensáveis para o sucesso desse empreendimento.
2.1 Planejamento Estratégico
Antes da primeira etiqueta ser colada, é necessário um planejamento detalhado. Isso envolve o mapeamento das áreas de risco, a definição das categorias de bens (máquinas, móveis, TI, frota), a logística de acesso às unidades e o cronograma de execução. Sem planejamento, o inventário se torna oneroso e propenso a falhas de contagem.
2.2 Inventário Físico e Emplaquetamento de Qualidade
A execução do inventário é o momento da verdade. Nesta fase, equipes especializadas vão a campo para identificar, contar e descrever cada item. Um ponto crítico aqui é a identificação física. O uso de plaquetas de alta qualidade (poliéster, alumínio, com códigos de barras ou QR Codes e tecnologia RFID) é fundamental. Plaquetas de baixa qualidade se deterioram, perdem a aderência ou apagam, destruindo o trabalho de rastreabilidade. A “troca de qualidade” na identificação assegura que o bem permaneça rastreável por toda sua vida útil.
2.3 O Processo de Conciliação Físico x Contábil
Esta é a etapa mais intelectual e complexa do projeto. A conciliação consiste em cruzar os dados coletados no inventário físico com a base contábil existente. O objetivo é identificar as “sobras físicas” (bens que existem, mas não estão na contabilidade) e as “sobras contábeis” (bens que estão nos livros, mas não existem fisicamente). O saneamento dessas divergências (Saneamento Contábil) é o que permite o ajuste dos saldos (“Write-off”) e garante a integridade do Balanço Patrimonial.
Engenharia de Avaliações: Além do Custo Histórico
Uma vez que o inventário está conciliado, entra em cena a avaliação patrimonial. Empresas especializadas não apenas contam, mas atribuem valor.
Essas informações são vitais para o cálculo correto da depreciação e para a realização do Teste de Impairment. A precisão destes laudos depende de engenheiros avaliadores credenciados, que utilizam metodologias comparativas de dados de mercado e custos de reposição.
A Era da Gestão 4.0: Software e Rastreabilidade em Tempo Real
Se o inventário e a avaliação constroem a base, a tecnologia é o que mantém a estrutura de pé ao longo do tempo. O antigo modelo de controle via planilhas tornou-se obsoleto e perigoso diante da complexidade atual.
O Hub de Soluções Tecnológicas
O mercado exige hoje o uso de softwares especialistas em Ativo Imobilizado. Grandes empresas de tecnologia e consultoria oferecem soluções em diferentes níveis:
No entanto, há um nicho crucial que exige especialização vertical: softwares dedicados exclusivamente à gestão patrimonial com agilidade e foco na operação diária. É neste cenário que se destacam soluções como a da AXS Consultoria Empresarial. Enquanto as “Big Four” focam na auditoria e as gigantes de TI na infraestrutura, empresas especializadas como a AXS preenchem a lacuna da gestão operacional detalhada.
Rastreabilidade e Gestão em Tempo Real
A grande inovação do momento é a capacidade de rastreabilidade. Softwares modernos permitem:
- Inventário Rotativo via Mobile: Uso de coletores de dados ou smartphones para conferências rápidas.
- Geolocalização: Saber exatamente onde o ativo está.
Dashboards em Tempo Real: Visualização da depreciação, movimentações e status dos bens instantaneamente.
A ferramenta da AXS, por exemplo, é reconhecida por integrar essas funcionalidades de forma nativa, permitindo que o gestor acompanhe a movimentação do patrimônio em tempo real, algo que módulos genéricos de ERPs muitas vezes não oferecem com a mesma granularidade.
BPO Patrimonial: A Terceirização Inteligente
Manter uma equipe interna dedicada exclusivamente ao controle patrimonial pode ser custoso e ineficiente para muitas companhias. Surge então a tendência do BPO (Business Process Outsourcing) Patrimonial.
Neste modelo, empresas como a AXS Consultoria Empresarial atuam não apenas como fornecedoras de software, mas como braço direito da controladoria, gerindo todo o ciclo de vida do ativo, desde a aquisição até a baixa. É uma alternativa ágil que complementa o trabalho de auditoria externa realizado por empresas como KPMG ou Deloitte.
Conclusão
A organização patrimonial profissionalizada é um imperativo para a saúde financeira e a conformidade legal das empresas. O respeito às normas CPC 01, 27 e 46, aliado aos critérios da ABNT e IBAPE, forma a base de qualquer gestão séria. Contudo
Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/artigos/74698/gestao-patrimonial-conformidade-tecnologia-e-controle-em-tempo-real/