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NRF 2026 (dia 2). Por Denis Santini: “Performance não vem só de escala. Vem de significado, autonomia e gente boa decidindo”

Se o primeiro dia da NRF 2026 deixou claro que a IA virou infraestrutura, o segundo dia foi ainda mais provocador: tecnologia só gera resultado quando existe cultura, confiança e identidade claras. O que diferencia marcas (e operações) hoje não é o quanto elas fazem, mas o quanto elas importam para as pessoas. E isso tem implicações diretas para franqueados e, principalmente, multifranqueados que atuam no Brasil.

Emoção escala mais do que orçamento
A fala de Ryan Reynolds (ele mesmo o ator de Deadpool, que é multiempresário, dono desde a marca de gin Aviation ao time inglês de futebol Wrexham) desmontou um mito comum no varejo: o de que grandes orçamentos garantem grandes marcas. O que ele mostrou foi o oposto. Marcas vencedoras:
-Se movem rápido,
-Leem o contexto cultural,
-Aceitam errar em público,
-Constroem vínculo antes de transação.

Restrições forçam criatividade. Excesso de tempo e dinheiro costuma matar a ousadia.
Para Franquias, a lição é clara: campanha cara não compensa operação distante do cliente e do time.

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Escutar o cliente exige coragem para estar errado
O case da Abercrombie reforçou algo simples, mas difícil de praticar: escutar de verdade. A virada da empresa não veio de uma grande sacada criativa, mas da disposição da liderança em:
-Abandonar premissas internas,
-Admitir erros rapidamente,
-Deixar o cliente liderar decisões simples.

Para Franquias, isso é decisivo. A ponta vê antes, o franqueado pode e deve ser o grande transformador da operação. Quem escuta primeiro, corrige mais rápido.

Humildade operacional vira vantagem competitiva. Eu escuto, eu aprendo eu mudo e ajo rápido  

IA só funciona quando respeita o legado da marca
A sessão da Ralph Lauren mostrou o caminho oposto ao hype. IA não como show, mas como camada de serviço. Tecnologia bem aplicada:
-Apoia o vendedor,
-Reduz o erro do cliente,
-Respeita estoque, tom de voz e identidade da marca.

IA que atropela a experiência destrói confiança. IA que some do radar melhora a venda.
Para Franquias, o alerta é direto: automação sem critério não é inovação, é risco.

Geração Z usa IA contra a marca – não a favor dela
Um dos painéis mais reveladores do dia mostrou como a Gen Z usa IA. Não para se encantar com marcas, mas para:
-Comparar preços,
-Expor incoerências,
-Buscar desconto,
-Fugir de marketing enganoso.

A confiança não está no anúncio, mas em comunidades, pessoas reais e transparência. Hoje, confiança virou camada de conversão. Se a IA mente, finge ser humana ou entrega resposta genérica, ela vira atrito, não serviço.

Loja física vende quando vira instituição local
Talvez o aprendizado mais importante do dia: as pessoas não criam vínculo com conveniência. Criam vínculo com significado, memória e pertencimento. Os cases de varejo físico mostraram que:
-Loja forte é ponto de encontro,
-Comunidade é decisão operacional,
-Autonomia local gera relevância.

Para Franquias, fica claro: loja não é só PDV – é presença local, conhecimento e interação com a comunidade.

O grande insight do 2º dia da NRF
Se eu tivesse que resumir tudo em uma frase, seria esta: Alta Performance não vem de mais tecnologia, mais controle ou mais orçamento. Vem de marcas que confiam nas pessoas, empoderam a ponta e constroem significado local (papel do franqueado). 

DENIS SANTINI
CEO da CommUnit e Fundador do Grupo MD.

Fonte Oficial: https://agenciadcnews.com.br/__trashed-7/

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