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Orçamento sob controle em 2026; saiba como

O Crédito do Trabalhador surge como uma alternativa para ampliar o acesso ao crédito no setor privado e reduzir o endividamento de milhões de brasileiros. A iniciativa tem como foco principal oferecer empréstimos com juros mais baixos, permitindo que trabalhadores substituam dívidas mais caras por uma modalidade mais acessível e segura.

Voltado a empregados com vínculo formal, o programa atende trabalhadores celetistas, empregados domésticos, trabalhadores rurais (com exceção dos contratados por pequeno prazo), funcionários de microempreendedores individuais (MEI) e diretores não empregados que possuam direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

Um dos diferenciais do Crédito do Trabalhador é a possibilidade de contratação totalmente digital. Por meio da Carteira de Trabalho Digital, o empregado pode solicitar empréstimos diretamente às instituições financeiras habilitadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sem necessidade de convênio prévio entre banco e empregador. A proposta é simplificar o acesso ao crédito e ampliar a inclusão financeira.

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Com essa modalidade, o trabalhador pode trocar dívidas com juros elevados — como empréstimos pessoais sem garantia (CDC), carnês de financeiras, rotativo do cartão de crédito e cheque especial, por um financiamento com taxas mais baixas, proporcionando maior previsibilidade e alívio no orçamento mensal.

Para aderir ao programa, é necessário cumprir alguns critérios básicos. O trabalhador deve possuir vínculo empregatício ativo e registrado no eSocial, ter remuneração informada na competência mais recente processada pelo sistema e contar com margem consignável disponível, limitada a 35% da remuneração.

Apesar do alcance ampliado, o programa não contempla todos os perfis. Ficam de fora servidores públicos estatutários, trabalhadores temporários, aprendizes, empregados em regime intermitente e pessoas sem carteira assinada. Também não podem participar empregados públicos regidos pela CLT vinculados à administração direta, autarquias, fundações ou empresas estatais dependentes que adotem sistemas próprios de crédito consignado, conforme previsto na Lei nº 10.820/2003.

Além disso, algumas situações impedem a contratação imediata do crédito, como períodos de licença médica, licença-maternidade ou paternidade, cumprimento de aviso prévio ou contratos ainda em fase de experiência.

Com a proposta de modernizar o crédito consignado no setor privado, o Crédito do Trabalhador se apresenta como uma ferramenta relevante para reorganização financeira, redução do endividamento e fortalecimento da segurança econômica dos trabalhadores brasileiros.

Como o Crédito do Trabalhador pode ajudar nas contas de início de ano

O início do ano costuma concentrar despesas obrigatórias que pressionam o orçamento das famílias, como IPVA, IPTU, material escolar, matrícula, seguros e contas reajustadas. Nesse cenário, o Crédito do Trabalhador pode funcionar como uma ferramenta de reorganização financeira ao permitir que o empregado substitua dívidas mais caras por um empréstimo com juros reduzidos e parcelas previsíveis.

Ao acessar o consignado privado, o trabalhador pode quitar compromissos imediatos ou eliminar passivos com taxas elevadas, como o rotativo do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais sem garantia, reduzindo o impacto dos juros sobre a renda mensal. Com o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, o crédito oferece maior controle financeiro e diminui o risco de inadimplência.

Além disso, a contratação digital, feita por meio da Carteira de Trabalho Digital, agiliza o acesso aos recursos em um período marcado por maior necessidade de liquidez. Dessa forma, o programa contribui para equilibrar o fluxo de caixa do trabalhador logo nos primeiros meses do ano, sem recorrer a modalidades de crédito mais onerosas.

Diante de um cenário em que as despesas de início de ano pressionam o orçamento e elevam o risco de endividamento, o Crédito do Trabalhador surge como uma alternativa que exige análise criteriosa e uso consciente. Quando bem planejado, o consignado privado pode contribuir para a reorganização financeira, oferecendo previsibilidade, taxas mais acessíveis e maior equilíbrio entre renda e compromissos assumidos.

Para os profissionais da contabilidade, o tema ganha relevância estratégica, já que a correta orientação aos trabalhadores e empregadores pode evitar decisões impulsivas e promover uma relação mais saudável com o crédito. Em um contexto de ampliação do acesso ao consignado no setor privado, informação, planejamento e educação financeira seguem sendo os principais aliados para atravessar os primeiros meses do ano com maior segurança econômica.



Fonte Oficial: https://www.contabeis.com.br/noticias/74591/orcamento-sob-controle-em-2026-saiba-como/

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